| Fotos: Douglas Reis |
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| Teatro da FOB/USP ficou totalmente lotado no evento comemorativo dos 115 anos do 4.º BPM-I |
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| Tenente-coronel Flávio Kitazume fala sobre uso da tecnologia |
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| Edvaldo era o aposentando mais velho da PM na solenidade |
Se, há algumas décadas, era 100% fundamental ter bom porte físico para atuar como policial militar, hoje isso deixou de ser totalmente indispensável. A tecnologia como grande aliada no combate à criminalidade tem mudado o perfil dos PMs do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I) em Bauru, que completa 115 anos na próxima segunda-feira (8).
Junto aos benefícios, porém, surgem obstáculos para conduzir as transformações sociais geradas pelo avanço tecnológico. “Nosso maior desafio, hoje, é assimilar todas essas mudanças tão rapidamente”, definiu o comandante do 4.º BPM-I, tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, durante solenidade em comemoração à data, realizada ontem no Teatro da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP.
Kitazume avalia que, nos últimos dois anos, o Brasil vivencia um processo de inconformismo com o modelo de gestão atual. “Tivemos que manter a posição de imparcialidade, mas, ao mesmo tempo, acompanhando a demanda de serviço”, destaca.
Com tantas mudanças, a PM precisa se reinventar constantemente, destaca o comandante. “Os jovens se reúnem para fazer os ‘rolezinhos’ que, alguns, são financiados por criminosos. Os atos geram vandalismo e refletem diretamente na sociedade. É um fenômeno que temos que acompanhar e fazemos isso, hoje, também através das redes sociais”.
Evolução
Comandante do Policiamento do Interior-4 (CPI-4), o coronel Airton Iosimo Martinez reforça que a PM está atenta a toda evolução tecnológica. “Para atender o crescimento da população, teríamos que dobrar o efetivo da PM a cada 10 anos. Agora, usamos tecnologia e equipamentos que compreendem a realidade atual”, opina.
“Antigamente, eram mais homens altos e fortes no efetivo. Atualmente, a maioria dos problemas são resolvidos com a ajuda da tecnologia. Exemplo: acompanhamos as redes sociais, algo que não era feito pela PM anteriormente”, reitera Martinez.
Problemas na lei
Coronel reformado da PM, o deputado estadual Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada (PSDB) foi um dos homenageados durante a solenidade, nessa sexta-feira (5). Questionado sobre a eficiência da segurança pública, apontou problemas na lei penal. “Enquanto não mudarmos a lei, não haverá condições de trabalho. Mas, a Polícia Militar tem feito a sua parte e trabalhado forte”, avalia.
Nostalgia
Aposentando mais velho da PM presente na solenidade, Edvaldo José de Oliveira, 85 anos, encerrou as atividades no 4.º BPM-I em 1988, como coronel, após 37 anos dedicados à profissão. “Sinto uma imensa nostalgia ao reencontrar os colegas antigos e ver que a PM sempre cumpriu o seu dever”, elogia.
Caçadores
O Batalhão foi criado em 8 de agosto de 1901, na Capital, e, no ano de 1927, recebeu a tarefa de se tornar encarregado do policiamento e segurança pública de todo o Centro-Oeste Paulista. Naquele ano, os homens que compunham o então 4.º Batalhão de Caçadores (4.º BC) embarcaram em um trem na Estação da Luz, em São Paulo, e desembarcaram em Bauru.
Desde então, a corporação passou a interagir com a comunidade local, participando de seu cotidiano e sua trajetória histórica. Atualmente, o 4.º BPMI abrange 19 municípios, incluindo Bauru, e conta com aproximadamente 800 homens.
| Douglas Reis |
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| Mesa foi composta por Marcos Mourão (da esq. para dir.), Marta Adriana Gonçalves Dias, João Thomaz Diaz Parra, Paulo Telhada, Flávio Kitazume, Rodrigo Agostinho, Lima Jr., Airton Iosimo Martinez, Lucas Pimentel, Karen Cristina Dunder e Marco Antonio Estevanatto |



