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Alunos da E.E. Brizola poderão se transferir para outras escolas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

A polêmica sobre a interdição da escola estadual Professor Francisco Alves Brizola, no Núcleo Geisel, teve mais um capítulo ontem. Pais de alunos e a dirigente regional de Ensino Gina Sanchez se reuniram com o promotor da infância e Juventude Lucas  Pimentel para tentar um acordo. O encontro terminou com nova uma proposta feita pelo Estado, que abrirá, até esta sexta-feira, a possibilidade de transferência dos estudantes para outras escolas da cidade.

A condição é de que unidades pretendidas tenham vaga e a família do estudante deverá assumir o transporte, caso a unidade não esteja na rota dos ônibus cedidos.

Os pais devem procurar as escolas de interesse e informar a situação, lembrando que o período letivo dos alunos da escola Brizola terá início em 15 de agosto.

A dirigente regional também se prontificou a reunir esforços para finalizar o quanto antes a reforma do prédio da E.E. Brizola e a conclusão da construção da E.E. Tangarás. Esta nova escola, que tem previsão de entrega para dezembro de 2016, fica próxima ao Núcleo Geisel e é vista como uma solução à interdição.

“As propostas foram razoáveis e asseguraram, em princípio e provisoriamente, o direito à educação. Mas irei acompanhar todo o processo de retomada das aulas. Se for necessário, ingressarei com ação para que algum local seja alugado”, pontua Pimentel.

Conforme o JC noticiou, o Estado já havia proposto a transferências das aulas para o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (Ceeja) e para salas da DRE, ambos na Vila Falcão. Outra parte de alunos iria para a Escola Estadual Ernesto Monte.

Proposta por moradores, a transferência da escola para o prédio da antiga Oficina Cultural foi descartada porque o espaço já teria sido cedido ao Judiciário. O uso das salas da Unesp no Geisel também foi rejeitado porque o local não possui segurança.

Laudo

O laudo de conclusão da vistoria técnica na E.E. Brizola foi lido na reunião. O promotor diz que analisa ingressar com ação de dano moral coletivo contra o Estado, posteriormente ao processo de realocação dos estudantes. “O laudo dá a entender que, desde 2012, já havia indicação sobre a necessidade de reforma do prédio”. 
Em nota, o Estado diz que a interdição ocorreu justamente para garantir a integridade física dos alunos.

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