O ano era 2008. Foi nos Jogos Olímpicos de Pequim, realizados naquele ano, que a equipe feminina de ginástica artística do Brasil escreveu uma nova página na história da modalidade. Pela primeira vez, o time brasileiro, formado por Daiane dos Santos, Lais Souza, Ana Silva, Daniele Hypólito, Jade Barbosa e Ethiene Franco, chegava a uma final olímpica. Duas Olimpíadas depois, no Rio de Janeiro, o Brasil voltou a aparecer entre os oito melhores do mundo. Depois de se classificarem em quinto lugar para a final por equipes, as brasileiras terminaram novamente em oitavo lugar, com 172.087 pontos após as apresentações na trave, barras assimétricas, solo e salto.
O começo
Daniele Hypólito é um dos pontos de intersecção entre as duas melhores seleções da ginástica artística feminina do país. Com 31 anos e os Jogos de Atenas, Pequim, Londres e Rio de Janeiro no currículo, Daniele pôde ser vista em ação pela última vez em Olimpíadas nessa terça-feira (9). Sem ter conseguido classificação para as finais de aparalhos e fora da disputa individual, a atleta passou pela última vez pelos aparelhos cariocas na final por equipes. A despedida definitiva está marcada para o final do ano que vem.
“Eu comecei indo (para os Jogos Olímpicos) com apenas mais duas atletas. Então tive a oportunidade de ir pela primeira vez com uma equipe e de ser finalista por equipe. Depois veio uma transição para um 2012 com uma classificatória difícil, com uma geração que teve muitas dificuldades pelo caminho. E agora, a oportunidade de estar aqui de novo, com essa geração nova arrebentando a boca do balão. Repetimos o oitavo lugar, mas são equipes diferentes e que, de maneiras diferentes, são muito fortes. Tenho certeza que esta geração está chegando para ficar e ficar por muito tempo. Elas trarão mais resultados para o Brasil”, acredita a primeira ginasta brasileira a ganhar uma medalha em campeonatos mundiais – a prata no solo no torneio de Ghent, na Bélgica, em 2001.