Polícia

Mãe surta e espanca filho de 4 anos no Jardim Vânia Maria

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Um garoto de 4 anos foi agredido pela mãe, de 24, no Jardim Vânia Maria. A vítima teve ferimentos na boca e está sob cuidados do Conselho Tutelar.

A mulher, desempregada, disse aos policiais militares ser usuária de droga. Ela também precisou de atendimento médico por ter se ferido ao quebrar móveis na casa durante outra crise nervosa que teve na presença dos policiais.

O caso foi registrado na Polícia Civil como maus-tratos. Um inquérito será instaurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). O episódio agora seguirá sob a investigação da delegada Alexandra Nogueira. “Aguardaremos o laudo sobre as agressões. Vamos apurar e entender”, pontua.

Histórico

Consta no boletim de ocorrência que dois patrulheiros foram acionados para atender a uma denúncia de maus-tratos contra uma criança na noite da última terça-feira (9).

Os nomes da acusada e da vítima, bem como o endereço da residência, serão preservados em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

Ao chegarem, os policiais teriam batido palma, mas não foram recebidos. Na sequência, ouviram gritos de uma criança e xingamentos e decidiram entrar no imóvel.

Lá, eles contam ter encontrado a mulher alterada andando pela casa. E a criança acuada em um quarto com ferimentos no rosto. Assustado, o menino contou aos PMs que a mãe estava brava por causa do sumiço de R$ 10,00.

Ainda no relato, os policiais afirmam que mulher contou ser usuária de drogas e que fazia programas na própria residência para obter dinheiro e sustentar a casa e vício. Ao ouvir que o Conselho Tutelar seria acionado, a mulher teria tido outro surto e quebrado alguns móveis.

‘Sempre apanha’

Medicada por equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), a mulher foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista, onde permaneceu em observação.

Já a criança foi levada ao Pronto Atendimento Infantil (PAI) e, após ser medicada, foi liberada com os hematomas no rosto. Aos cuidados de uma conselheira, o garoto disse que sempre apanha da mãe.

Uma faxineira de 41 anos, tia da agressora, compareceu à Central de Polícia Judiciária (CPJ) e afirmou aos policiais desconhecer que a sobrinha era usuária e garota de programa. Ela também disse que não sabia dos maus-tratos.

Anteriores e fatais

O caso chama ainda mais atenção por ocorrer alguns dias após duas crianças morrerem na região por conta de agressões causadas pelos pais em Reginópolis e Jaú.

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