Regional

Reportagem do JC vira artigo científico em revista da PUC


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Cinthia Milanez
Irmandade do Divino Espírito Santo é tradição de 150 anos

A reportagem sobre a tradição da Irmandade do Divino Espírito Santo no sítio Santo Antônio, em Conchas (150 quilômetros de Bauru), de autoria da jornalista Cinthia Milanez publicada no Caderno Regional do Jornal da Cidade em 7 de junho 2015, se transformou em um artigo científico divulgado na revista eletrônica Nures do Núcleo de Estudos de Religião e Sociedade da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

O artigo é assinado em conjunto com o antropólogo Luiz Nunes de Almeida, autor do livro “Rio Tietê: estrada líquida do Divino Espírito Santo”. A repórter do JC acompanhou por um dia em junho do ano passado o passo a passo dos preparativos da Festa do Divino Espírito Santo numa comunidade que já “criou raízes” no Centro-Oeste paulista.

A tradição existe em diversos estados brasileiros, porém cada local festeja de forma diferente. A região do Médio Tietê tem uma história singular. Em meados do século XIX, três irmãos saíram de Minas Gerais para ocupar terras no Centro-Oeste paulista, mais especificamente na cidade hoje chamada de Tietê. Na época, a área sofria com uma epidemia de febre amarela.

Como eles tinham algum conhecimento na área de farmácia, utilizaram o rio Tietê para combater a maleita com ciência e fé no terceiro elemento da Santíssima Trindade, segundo o catolicismo. Deu certo. Para agradecer, o grupo jurou jamais dar fim às visitas e a tradição cresceu. Hoje, há três irmandades na região: a de Anhembi, a de São João, em Conchas, e a da capela de São Sebastião, em Laranjal Paulista.

Ao contrário do que ocorre em Anhembi, onde os irmãos seguem uma parte das viagens de barco pelo rio Tietê e a outra, a pé, a Irmandade de São João utiliza um ônibus doado pela comunidade, porque o rio do Peixe, que passa pelo município, não é navegável.

Todos os anos, no período católico de Pentecostes, celebrado 50 dias após a Páscoa, quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos de Cristo, as Irmandades fazem visitas à população. “São culturas que encantam e influenciam, até hoje, as linguagens artísticas poéticas e literárias; estão na vanguarda da ciência médica; e contribuem para a preservação de tradições populares”, escreveram o antropólogo e a jornalista no artigo que está disponível  no (https://revistas.pucsp.br/index.php/nures/article/view/28692/20160).

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