Política

Projeto prevê "pet terapia" em hospitais

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr./JC Imagens
Celso Nascimento: “A medida permite uma melhora física e mental significativa dos pacientes”

Chamado de “Pet Terapia”, o Projeto de Lei n.º 1.471 deu mais um passo. Datado de 2015, prevê a visitação de animais de estimação em hospitais da rede pública e privada, que sejam conveniados com o Sistema Único de Saúde (SUS), em todo o Estado de São Paulo. O texto, de autoria do deputado estadual Celso Nascimento (PSC), foi aprovado pela Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa no último dia 9, mas ainda será submetido à votação em plenário.

O objetivo é auxiliar o tratamento de pacientes internados. “A medida permite uma melhora física e mental significativa dos pacientes e também a redução do estresse, através do contato com os animais”, defende o autor do projeto, por meio de sua assessoria de comunicação.

Claro que a entrada dos pets depende de critérios pré-definidos pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) de cada unidade de saúde. Conforme consta no texto, o ingresso de animais de estimação - tais como cães, gatos, pássaros, coelhos e hamsters - só poderá ocorrer em companhia de algum familiar do paciente ou de um responsável por ele. O transporte dos bichos deverá ser feito em caixa apropriada, adaptada ao tamanho e à espécie de cada animal. Além disso, o médico do paciente internado tem de autorizar a visita.

Os pets, que deverão ter um laudo veterinário atestando suas boas condições de saúde, não poderão chegar perto de pacientes em isolamento, quimioterapia, transplante, vítimas de queimaduras, internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), bem como de áreas de esterilização, preparo de medicamentos, farmácia e manipulação de alimentos. Além disso, os hospitais terão de determinar um local para o encontro entre o paciente e o animal.

Apoio

Quem apoia a ideia é a diretora executiva do Hospital Estadual de Bauru (HEB), Deborah Maciel Cavalcanti Rosa. E ela disse mais: esta não é a primeira vez que o tema é discutido dentro da unidade, já que muitos pacientes chegaram a pedir que o estabelecimento permitisse a entrada de animais de estimação.

Contudo, Deborah destaca que a visitação tem de seguir os critérios pré-estabelecidos pela CCIH. “São inegáveis os benefícios do contato entre o paciente e o animal de estimação, mas isso tem de ser feito com bom-senso”, argumenta.

Além disso, a diretora reforça que não existe, atualmente, um local adequado para esse tipo de terapia dentro do HEB e do Hospital de Base de Bauru (HBB). “Teremos de adaptar uma estrutura, porém, não é algo impossível. O mais importante é prezar pela humanização, ou seja, proporcionar qualidade de vida ao paciente”, finaliza.

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