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6 mil quadras com asfalto "vencido" e nenhum centavo para recapeá-las

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr./JC Imagens
Asfalto “vencido” aumenta incidência de crateras nas ruas e avenidas: tapa-buracos não resolve

Se algumas centenas de quadras de Bauru ainda esperam pelo tão sonhado asfalto, outras 6 mil têm a pavimentação “vencida”, por ter sido executada há mais de 20 anos, e não apresentam condições adequadas para o tráfego de veículos. O problema está espalhado por diversos bairros da cidade e não tem perspectiva de ser, ao menos, minimizado. 

Isso porque a prévia do Orçamento Municipal para 2017 não aponta sequer um centavo para o recape de vias públicas. Ou seja, a não ser que impulsione a arrecadação ou readeque outros planejamentos da praça para o próximo ano, o sucessor ou sucessora de Rodrigo Agostinho no Palácio das Cerejeiras não conseguirá atacar a demanda, que só cresce com o passar do tempo, quando não é combatido mesmo que paulatinamente.

O asfalto “vencido” atinge quase um terço das 19 mil quadras pavimentadas da cidade. Recapeá-las de uma vez custaria mais do que a construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Segundo o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, a recuperação das ruas e avenidas exige o desembolso de R$ 150 milhões.

Já em seu segundo mandato, o prefeito Rodrigo Agostinho recapeou número pequeno de vias, todas utilizando apenas a estrutura municipal. Nos quase oito anos de gestão, contudo, o serviço foi executado em 1.800 quadras. Em 1.400, viabilizados por meio de contratações tercerizadas ao longo da primeira administração.

“Nos últimos anos, reforçamos o foco no asfalto em ruas de terra, com ajuda de recursos de emendas parlamentares e, agora, nos últimos meses, com o dinheiro do PAC Pavimentação. O recape se restringiu a ações bastante pontuais”, reconhece Sidnei.

Falta de recursos?

Apesar do aperto orçamentário do ano que vem, não é possível dizer que o recape asfáltico será comprometido por falta de recursos para serem investidos em infraestrutura. A previsão é de que quase R$ 18 milhões sejam destinados para essa finalidade. 

Deste montante, no entanto, R$ 14,4 milhões já estão comprometidos pela contrapartida do município às obras do PAC Pavimentação, cujo projeto prevê a implantaçaõ de asfalto novo em mais de 700 quadras.

A Secretaria de Obras reservou ainda R$ 2,6 milhões para se precaver aos considerados inevitáveis aditivios de contrato reivindicados pelas construtoras após o período de 12 meses de execução dos trabalhos.

“A gente se programou para não ter susto. Inicialmente, havíamos reservado R$ 1,8 milhão para o recape, mas fizemos esse remanejamento e acabou ficando sem nada”, conta o titular da pasta, Sidnei Rodrigues.

Outros investimentos

O restante de recursos destinados para investimentos em infraestrutura  prevê a construção de um acesso para o novo prédio do Fórum Federal, às margens da avenida José Affonso Aiello, já nas proximidades do entroncamento com a rodovia Bauru-Ipaussu. A obra deve custar R$ 600 mil.

O orçamento do município aponta ainda R$ 126 mil para uma intervenção viária no Jardim Marambá eR$ 141 mil para contrapartidas de pavimentação viabilizada com recursos federais na Quinta da Bela Olinda e no Val de Palma.

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