| Malavolta Jr. |
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| Os vereadores Moisés Rossi e José Roberto Segalla fizeram duras críticas à gestão de Rodrigo |
Em meio à corrida eleitoral e na semana seguinte a publicações de reportagens do JC que reiteraram o aperto e o alto comprometimento orçamentário da Prefeitura de Bauru para o ano que vem, as recorrentes críticas de vereadores à gestão municipal deram lugar a apontamentos dirigidos diretamente a Rodrigo Agostinho.
Parlamentares chegaram a elencar uma série de virtudes e habilidades pessoais do chefe do Executivo, mas ponderaram que ele seria incompetente para administrar.
Moisés Rossi (PR) afirmou gostar do prefeito e até revelou seu talento para a produção de cervejas artesanais, mas reclamou da prática que atribuiu ao povo brasileiro de eleger políticos carismáticos em vez de gestores.
“Escolhem porque é bonitinho. Dá até vontade de cortar o cabelinho dele. Mas, em vez de tirar selfie, deveriam apontá-lo”, reclamou o parlamentar, referindo-se à “meteórica” passagem de Agostinho pela Parada da Diversidade, relatada pela coluna Entrelinhas nesta segunda-feira.
Enaltecendo o papel do ex-prefeito Tuga Angerami, Rossi – que fez campanha para o peemedebista em 2012 – lembrou que Rodrigo recebeu do antecessor o Palácio das Cerejeiras com mais de R$ 20 milhões em caixa, mas deixará o governo com “déficit” de R$ 36 milhões.
O parlamentar referiu-se à reportagem de capa do JC, que, na última sexta-feira, revelou o descompasso entre as previsões de receitas (R$ 861 milhões) e de despesas (R$ 897 milhões) para o primeiro ano de governo do sucessor de Agostinho.
Mais gastos
Como explicado na ocasião, porém, a atual equipe econômica do governo terá que cortar as estimativas de gastos até empatá-las com a expectativa de arrecadação estipulada, pois a prefeitura não pode submeter à Câmara Municipal proposta de Lei Orçamentária Anual (LOA) com resultados negativos.
A Secretaria Municipal de Saúde já adiantou que, por insuficiência de recursos, terá de reduzir serviços em 2017.
Ao comentar outra reportagem do JC, que revelou a inexistência de verbas previstas para recapear ao menos parte das 6 mil quadras com asfalto vencido da cidade, o presidente do Legislativo, Lima Júnior (PSDB), chamou o governo de “uma falácia, peça publicitária mal contada, que trará pesadelos para a nossa cidade”.
Segundo o tucano, o município passará a arrecadar apenas para pagar salários, mesmo sem a reposição da inflação na remuneração dos servidores nos últimos dois anos.
Natalino da Pousada (PV) afirmou que a situação exigirá pulso ferro e muita matemática do próximo prefeito.
Eficiência
Com tom semelhante ao de Moisés Rossi, José Roberto Segalla (DEM) apoiou suas críticas em resultado de índice pelo jornal Folha de S. Paulo com o intuito de medir a eficiência da gestão pública nos municípios. Bauru ocupou a 1.546ª colocação, enquanto cidades como Agudos, Marília e Araraquara figuraram entre as 100 melhores do País.
“Não sou eu que estou dizendo. É o ranking”, justificou o parlamentar que faz oposição à administração municipal.
Paulo Eduardo de Souza (PSB) pontuou que o índice descontamina críticas do viés político.
“Agora, temos um dado objetivo”.
A base de dados que norteou o estudo, divulgado no último fim de semana, contudo, apresenta divergências. Ela indica que a cidade direcionou, em 2013, 19% de suas despesas à Educação, embora todos os municípios devam destinar, ao menos, 25% para o setor. O percentual relacionado à Saúde também é inferior ao informado pelo governo.
