Quando vejo a propaganda política dos candidatos a vereador e prefeito, não posso de deixar de lembrar de meu pai, que na minha juventude era inquirido sobre em quem ele votaria, e respondia rapidamente: “Em ninguém”. Naquela época eu achava isso estranho, esquisito... Meu pai, um homem articulado, culto, por que agia assim?
Passado décadas, meus filhos me fazem a mesma pergunta, e eu respondo: ninguém! Sim, meu pai mais uma vez estava certo: toda eleição é a mesma conversa, as mesmas promessas com roupagem nova, é só você observar. Vendo ou ouvindo as propagandas políticas, percebo obrigações que existem a grande possibilidade de ficarem só no papel de candidatos que mal sabem se expressar.
Alguns poucos que conheço e que nunca fizeram nada para ajudar a sociedade, ou o próximo, usando de inúmeros subterfúgios e estratagemas para angariar votos. Duzentos e oitenta e nove candidatos para dezessete vagas... Todos querendo lutar por Bauru, sem nenhum interesse financeiro, quanto amor e dedicação por nossa cidade!
E, para terminar, pergunto: e se o salário do vereador e prefeito fosse algo parecido com o mínimo, quantos sobrariam?