Política

Paulo Skaf confia em retomada e apoia as medidas de Temer

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Samantha Ciuffa
Paulo Skaf diz que alguns setores já começaram a se recuperar

Presidente da Fiesp e uma das principais lideranças do PMDB no Estado, Paulo Skaf teve nessa quinta-feira (15) em Bauru, onde cumpriu agenda de campanha em favor do candidato a prefeito Renato Purini (PMDB) Um dos principais entusiastas do impeachment de Dilma Rousseff, o empresário diz estar satisfeito com os primeiros gestos do governo Michel Temer e refuta a tese de que a agenda proposta pelo Planalto do Planalto afete direitos sociais e trabalhistas.

Skaf entende que dois dos pontos mais criticados por entidades trabalhistas - a fixação do teto de gastos com base na inflação do ano anterior e a reforma da previdência - são cruciais para a retomada do crescimento econômico.

“Por limites à gastança do governos nos últimos 10 anos, que levou o País ao caos, com 12 milhões de empregados, é necessário. Tomar providências para reverter esse quadro não pode ser interpretado como tentativa de retirar direitos. Na questão da Previdência, temos que respeitar quem já está próximo de se aposentar, mas se nada for feito, o sistema vai explodir e daí ninguém recebe nada”, alega.

Disposição

Segundo Skaf, se o limite de gastos estivesse em vigor há 10 anos, a dívida pública de R$ 4 trilhões seria, hoje, seis vezes menor. “O governo mostra disposição para aprovar essas medidas no Congresso. É um bom começo. A retomada do crescimento deve ser a agenda prioritária. Essa é a solução para os grandes problemas de hoje: o desemprego, o fechamento de empresas, a queda da arrecadação pelas prefeituras. Tudo depende disso”.

Estancamento

Skaf afirma que, desde julho, verifica-se o aumento na confiança e estancamento da retração econômica. “Estávamos em queda livre. Agora, paramos. Já se nota, que vários setores do comércio e da indústria começaram a subir”.

O presidente da Fiesp garante que a proposta de reforma trabalhista não está na pauta da entidade, que recebe, segunda-feira, os ministros da Fazenda e da Indústria, Henrique Meirelles e Marcos Pereira.

Comentários

Comentários