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Prefeito não enxerga soluções em curto prazo para os sem-terra no município

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Alex Mita
Acampados dizem que somente irão sair da Praça das Cerejeiras quando houver uma solução

Integrantes do Movimento Social de Lutas (MSL) estão acampados na Praça das Cerejeiras desde domingo à noite para reivindicar moradias. Este é o segundo ato em menos de um mês. O prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), entretanto, não enxerga solução imediata. “A gente está diante de um impasse e não sei como será resolvido”, assumiu. 

Segundo o MSL, ao menos 500 pessoas se instalaram em frente à prefeitura, com barracas e carro de som. A PM, porém, não informou o número de manifestantes. 

Conforme o JC divulgou no início do mês, os sem-terra se retiram do local, onde ficaram por 14 horas, após comprometimento do prefeito em buscar terras que possam ser negociadas. 

Líder do movimento, Márcio Rodrigo Alves de Oliveira alega que, nos últimos 20 dias, a Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Sagra) levantou quatro áreas, pertencentes ao município, que poderiam ser destinadas para instalação de moradias. “Porém, o prefeito não realizou os trâmites para liberação dessas áreas, conforme havia prometido”, critica. 

Já Agostinho argumenta que as áreas identificadas são institucionais, ou seja, não estão propícias para serem loteadas. “Vamos supor que a prefeitura fosse fazer um assentamento em um desses lugares. Tem que abrir inscrição para a cidade inteira, fazer sorteio e urbanizar a área. A liberação imediata [das áreas] está fora de cogitação”. 

Ontem, o chefe do Executivo manteve contato com o superintendente estadual do Incra, Alexandre Pereira. O intuito foi, em conjunto, levantar alternativas de áreas para possíveis assentamentos humanos em Bauru. 

A prefeitura emitiu nota informando que o chefe do Executivo poderia conversar com o grupo ainda na noite de ontem, porém, até por volta das 21h30, os manifestante informaram que Rodrigo não havia aparecido.

De acordo com Márcio Oliveira, atualmente são em torno de 3 mil famílias do MSL sem residência fixa, espalhadas por sete acampamentos instalados em Bauru. O grupo teme ainda a reintegração de posse dessas áreas. 

Reintegrações 

Rodrigo adianta que a Justiça já agilizou várias reintegrações de posse, tanto de áreas públicas quanto de particulares, que devem ser cumpridas nos próximos dias. 
Márcio Oliveira afirma que o grupo não irá deixar o local até haver uma solução.

Ele ainda destaca que, caso o impasse não seja resolvido, o grupo deve organizar uma marcha pela cidade para chamar a atenção da população.

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