Tribuna do Leitor

Política bauruense e seus métodos ultrapassados

Ivan Raineri ? Redator Publicitário e eleitor
| Tempo de leitura: 2 min

Observando o arsenal disparado por candidatos ao longo desses dias, resolvi pontuar alguns itens utilizados como “estratégia” (bem entre aspas mesmo). Vamos lá. Santinhos: A começar pelo nome. Um papel que estampe a cara de um político jamais poderia ser chamado de santinho. Ok, sem piadinhas. Alô, candidato: você acha mesmo que convence alguém sujando e poluindo a cidade? Se você faz isso agora, imagina quando assumir um cargo público.

Adesivos automotivos: na boa, não é legal ficar olhando aquele falso sorriso enquanto espero o sinal ficar verde. Você acha mesmo que vai conseguir voto dessa forma? As bandeiras: são inconvenientes e servem apenas para mostrar que aquele candidato tem mais verba que o outro. Sem propósito algum ao eleitor, elas apenas poluem o ambiente e as esquinas de nossa cidade, atrapalhando a acessibilidade dos pedestres. Elas não entusiasmam nem os “porta-bandeiras”, que dirá um eleitor indeciso.

Falsos sorrisos: vi um candidato na esquina da Duque com a 13, ele dava tchau e distribuía sorrisos. “Tosco” foi a palavra que me veio no momento. A criança, a vovó e o pastel: cenas clássicas não faltaram. Pegar o bebê no colo, saborear um delicioso pastel mostrando que é gente como a gente, abraçar a Dona Filomena prometendo um posto de saúde na esquina de sua casa.

Nosso ouvido não é pinico: senhor candidato, o senhor tem ideia de como é chato o jingle/paródia de sua candidatura? Colocar um carro na rua com o som nas alturas só atrapalha. Aposto que pessoas de idade e mães de recém-nascidos adoraram. Promessas e projetos utópicos: “Porque se eu ganhar eu vou isso, eu vou aquilo...”.  Por que o senhor quer tanto ganhar a eleição? As coisas mudaram, candidato. Cuidado com a boca, você será cobrado.

Internet sem moderação: a internet é uma ótima maneira de discutir ideias, ouvir propostas, apresentar virtualmente soluções para problemas reais, mas o uso desenfreado pode ter sido um tiro no pé. Os programas e debates políticos: não adianta caprichar na estética nem contratar o Fulano de Tal como freelancer para o seu marketing. Senhores candidatos e senhores partidos, vocês deveriam ter economizado verba e discurso.

Com o tempo, os senhores irão perceber que na política não vai mais ter espaço para o teatro veiculado na TV e no rádio. Troca de acusações, desespero na reta final, apoio do Papa... Os senhores não aprendem? Reciclem suas candidaturas, repensem seus conceitos, revejam suas alianças, e até 2020. 

A verdade é que estamos todos no mesmo barco e a única forma de não errar (ou errar menos) é conhecendo e pesquisando tudo sobre o candidato e depois cobrar. Uma ótima maneira é acessar o site: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2016/divulgacao-de-candidaturas-e-contas-eleitorais.

Neste site é mostrado um raio-x da candidatura do sujeito. Bens em seu nome; total de recursos recebidos; origem da verba; onde e quanto está gastando com a campanha; prestação de contas; propostas de governo; eleições passadas.

Boa pesquisa e bom voto a todos!

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