O dólar encostou nos R$ 3,26 e encerrou no maior nível desde, cotado a R$ 3,255, alta de 1,54%. O movimento encontrou sustentação na perspectiva de que o aumento de juros nos Estados Unidos está próximo, após posicionamento mais "hawkish" de um dirigente do Federal Reserve (Fed) e indicadores positivos da economia norte-americana.
A alta do dólar no Exterior foi justificada por recentes comentários de dirigentes do Federal Reserve e indicadores econômicos norte-americanos. O presidente da unidade de Richmond, Jeffrey Lacker, afirmou que o aperto monetário preventivo pode manter as pressões inflacionárias sob controle. Nesse contexto, Lacker avaliou que há um "argumento forte" para elevar a taxa de juros acima do nível atual.
Entre os dados do dia, o índice de condições empresariais de Nova York avançou a 49,6 em setembro, de 47,5 em agosto, informou a divisão na cidade do Instituto para Gestão de Oferta (ISM).
Bovespa
Os investidores do mercado de ações promoveram pequenas correções ontem, e a Bovespa terminou o dia em baixa de 0,21%, aos 59.339,22 pontos. A baixa foi justificada pelo desempenho negativo das bolsas americanas, que voltaram a oscilar negativamente, às voltas com incertezas do cenário externo.
Entre a máxima de 59.580 pontos ( 0,20%) e a mínima de 58.892 pontos (-0,96%), o Ibovespa oscilou 688 pontos. A queda no final dos negócios não foi maior porque as ações da Petrobras definiram alta na última hora de negócios e os bancos melhoraram seus desempenhos ao longo da tarde. Do lado das influências negativas esteve a instabilidade dos preços do petróleo e as quedas das bolsas de Nova York.
Bradesco ON e PN subiram 1,06% e 1,44%, liderando os ganhos do Ibovespa, enquanto Itaú Unibanco avançou 0,88%. O volume de negócios na bolsa brasileira totalizou R$ 7,71 bilhões, superior à média das últimas semanas. Com o resultado de ontem, o Ibovespa contabiliza ganho de 1,67% em outubro e de 36,89% em 2016.