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| Mais de 70 bancários, segundo estimativa do sindicato, fizeram protesto no Centro de Bauru, nessa quarta-feira (5) |
O Sindicato dos Bancários de Bauru e Região/CSP Conlutas aposta em um diálogo mais próximo com os trabalhadores e acredita que essa característica tenha sido responsável por “segurar” a greve que, hoje, atinge 31 dias e é a mais longa dos últimos 12 anos. Em 2004, a paralisação durou 30 dias. Nessa quarta-feira (5), cerca de 70 profissionais participaram de uma passeata no Centro da cidade, que antecedeu a nova rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo.
Segundo uma das diretoras do sindicato, Priscila Rodrigues, a estratégia de mobilização da entidade se dá através de informações “claras e reais” sobre a situação dos bancos. “Costumamos dizer à categoria o que, de fato, está acontecendo. Os cinco maiores bancos do País lucraram, juntos, R$ 30 milhões só no primeiro semestre deste ano. Não é justo que um sistema tão lucrativo apresente uma proposta de reajuste salarial abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses”, argumenta.
Priscila acrescenta, ainda, que deixa claro à categoria que a luta não é apenas pelo aumento dos salários. “Nossa discussão envolve as perdas salariais dos trabalhadores dos bancos públicos, mais contratações - já que o sistema financeiro tem terceirizado nossas atividades -, o adoecimento da categoria, entre outros. Portanto, deixamos bem claro aos bancários e bancárias que temos vários outros motivos para manter uma greve forte”, reforça.
Tanto que a adesão da categoria, em Bauru, se mantém em 75%. Segundo Priscila, a cidade está com 85% de suas agências fechadas. Já na região que o sindicato representa - formada por 49 municípios, além de Bauru -, a mobilização atinge 55% dos bancários e 70% das agências.
PROPOSTAS
Nessa quarta (5), durante nova rodada de negociações, a Fenaban apresentou uma nova contraproposta aos bancários, em que ofereceu reajuste salarial de 8% para 2016, aumento de 15% no vale-alimentação, 10% no vale-refeição e no auxílio-creche, além de abono de R$ 3,5 mil. Reforçou, ainda, a sugestão para que a Convenção Coletiva tenha duração de dois anos, com a garantia, para 2017, de reajuste pela inflação acumulada e mais 1% de aumento real nos salários e benefícios.
Até o final desta quarta (5), contudo, a reunião que tentava firmar um acordo com o Comando Nacional dos Bancários ainda não havia terminado. Em nota, a assessoria de comunicação da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alega que, “no esforço de alcançar um acordo satisfatório, a Fenaban já apresentou três propostas aos representantes dos sindicatos”.
Além disso, a entidade afirma que a proposta, para 2016, “garante aumento real para os rendimentos da grande maioria dos bancários e é apresentada como uma fórmula de transição, de um período de inflação alta para patamares bem mais baixos. Com a previsão de índices mais moderados e maior estabilidade, a partir de 2017, foi possível acrescentar essa nova proposta, antecipando a fórmula para o próximo ano, a ser oficializada na Convenção Coletiva”.
