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| Caixões foram encontrados abertos em terreno nos fundos do Cemitério Municipal de Arealva |
Caixões com restos de ossos foram encontrados ontem em um terreno nos fundos do Cemitério Municipal de Arealva (41 quilômetros de Bauru). O caso veio a público após uma moradora enviar imagens à TV Tem de uma urna funerária abandonada no mesmo local. Devido a repercussão ontem à tarde um boletim de ocorrência (BO) de suposta violação de sepultura foi registrado na delegacia da Polícia Civil.
A perícia da Polícia Científica foi acionada. Há suspeita de que a suposta violação de túmulo já estaria acontecendo há meses.
Uma moradora que preferiu não ser identificada contou que o caixão foi deixado do lado de fora do cemitério depois que os objetos de valor teriam sido furtados na noite de domingo (30). Segundo ela, este seria o quarto caso ocorrido neste ano. Não existe guarda durante à noite no cemitério.
O delegado que responde por Arealva, Elizeu de Freitas Costa, instaurou inquérito policial. "Se tem um caixão para o lado de fora (do cemitério) estou presumindo que alguém violou a sepultura", explicou o delegado sobre as apurações.
Ontem foram ouvidos dois funcionários do cemitério na delegacia. No depoimento eles alegaram que há mais de oito anos vem sendo adotada essa prática de queimar os restos das urnas nos fundos do cemitério. "Quando a gaveta da sepultura está lotada são removidos os restos mortais mais antigos, por isso eles explicaram que a urna funerária foi queimada, mas do lado de fora do cemitério. É um procedimento incorreto e até um crime contra o meio ambiente", informou.
De acordo com o delegado, apesar de o cadáver já estar decomposto no caixão foram encontradas vísceras. "Até agora não foi constatado nenhum arrombamento de sepultura. O coveiro informou que, nos últimos dias, teve quatro sepultamentos e por isso teve que remover os ossos mais antigos", declarou.
A reportagem procurou a prefeitura de Arealva, mas devido ao ponto facultativo decretado na última sexta-feira o expediente só retorna na quinta-feira. O delegado explicou que, ao final do inquérito, vai representar à prefeitura e a Vigilância Sanitária Municipal para tomar as providências desse descarte de urna mortuária de forma inadequada.
