Ser

'Pileque'


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O psiquiatra Flávio Gikovate levanta outros números: "Se até 20 anos atrás apenas 3% das meninas até 15 anos tinham tomado um pileque, hoje elas chegam a 30%, mesma porcentagem dos garotos". "Pileque" denuncia a experiência.
Há mais de 50 anos Gikovate tem consultório físico, pelo qual já passaram uns 10 mil pacientes. E há quase 9 anos responde às angústias de ouvintes da Rádio CBN. Atende, portanto, a todas as classes, e vê esse consumo aumentar em todas. A quem diz que garotos e garotas fazem isso para se socializar, responde com moderação: "Quem bebe muito não quer socializar, quer monologar, fala até com poste. A droga, ao mesmo tempo que aumenta a sensibilidade, também faz o outro perder importância, porque o outro vira menos outro."
Por aí segue o raciocínio de quem analisa os efeitos da maconha, cujo consumo cresceu a olhos e, especialmente, a narizes vistos. Pelas ruas, o cheiro da erva tem sido tão comum quanto o de tabaco. Há quem aposte que seguimos os sinais de fumaça dos EUA, onde os estudantes do ensino médio já fumam mais maconha do que cigarro.

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