| Samantha Ciuffa |
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| Os bois ficaram presos na carreta por horas e, ao fim dos trabalhos, alguns foram retirados com vida |
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o abate dos bois acidentados. Recentemente, a Justiça Federal de Bauru concedeu uma liminar para garantir que os animais não fossem mortos. A decisão foi tomada após a ONG Naturae Vitae ingressar com ação civil pública contra o frigorífico Mondelli, dono dos bois.
Titular da Delegacia do Meio Ambiente, Dinair José da Silva explica que, a partir de agora, irá apurar se houve desobediência de ordem judicial, maus-tratos aos animais e crime contra o consumidor - já que os bois foram abatidos, mesmo após terem sofrido um acidente. "Será que essa carne poderia ser consumida?", questiona.
Além disso, o delegado pretende investigar se o motorista da carreta que levava os bois cometeu alguma imprudência, negligência ou imperícia. "Pretendo ouvir todos aqueles que se envolveram com o caso, desde ativistas, passando pelo motorista do caminhão, até a empresa", acrescenta.
Ao inquérito, estão anexados CDs com vídeos do tombamento e da desossa de vários animais, realizada pelo frigorífico. "O material será encaminhado à perícia e, posteriormente, quero analisar se a atividade é, de fato, feita de forma correta", revela.
A reportagem tentou entrar em contato com o frigorífico, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
CARRETA TOMBADA
Conforme o JC já noticiou, uma carreta carregada com bois tombou no último dia 27, na avenida Rosa Malandrino Mondelli, na altura da rotatória que dá acesso ao Mary Dota. O caminhão levava 30 cabeças de gado de uma fazenda de Pardinho para o frigorífico Mondelli. Segundo levantamento extraoficial realizado pela Naturae Vitae, 23 bois sobreviveram ao acidente, número que já havia sido confirmado pela PM.
SERVIÇO
Se alguém tiver alguma informação para contribuir com o caso, basta ir até a Central de Polícia Judiciária (CPJ), que fica na avenida Rodrigues Alves, 23-23, na Vila Cardia, ou entrar em contato através do telefone (14) 3235-6505.
