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| Parte dos vereadores se sentiu desprestigiada pelo fato de Gazzetta ter escolhido os presidentes dos partidos para discutir |
O principal assunto da sessão da Câmara Municipal dessa quarta-feira (16) passou muito longe da tribuna, limitando-se a rodinhas de conversas e feições de preocupação e ansiedade. O motivo são os critérios que o prefeito eleito, Clodoaldo Gazzetta (PSD), sinalizou que adotará para preencher os cargos de livre nomeação em sua futura gestão.
Parte dos vereadores que apoiaram o futuro chefe do Executivo se sentiu desprestigiada pelo fato de Gazzetta ter escolhido os presidentes dos partidos para discutir, pela primeira vez, a composição do governo, em reunião realizada na semana passada.
Detentores de mandatos, que terão a prerrogativa de votar os projetos de interesse do sucessor de Rodrigo Agostinho (PMDB), ironizam a estratégia, alegando que o eleito optou por negociar com “leões sem dentes”.
Outros parlamentares não estão contentes com a exigência de apresentação de currículos para futuras nomeações. “Uma pessoa pode entender tudo sobre determinado assunto, mas ser um péssimo secretário da área por não ter jogo de cintura político. O Gazzetta e sua equipe não podem demonizar a política”, disse um deles.
‘BLINDAGEM’
Há quem reclame também da “blindagem” contra pressões de dirigentes partidários, já admitida pelo prefeito eleito à coluna Entrelinhas, que vem sendo exercida pelo coordenador de sua equipe de transição, o coronel reformado Elizeu Eclair.
“Ele poderia ter ganho cada um dos vereadores se tivesse nos chamado para uma conversa individual, ouvindo as demandas e dando um retorno com as limitações e possibilidades. Hoje, não dá para dizer que ele tem 13 [parlamentares na base aliada”, alerta outro parlamentar ouvido pela reportagem.
PESSOALMENTE
Em viagem, Gazzetta conversou com a reportagem do Jornal da Cidade nessa quarta-feira (16). Ele disse que entende as preocupações externadas por vereadores. Reiterou, contudo, que foi com eles a primeira reunião política chamada logo depois de sua eleição.
“Eles participarão de todo o processo. São, aliás, peças fundamentais. Como já reiterei, os espaços serão definidos após a conclusão do novo organograma da Prefeitura de Bauru. Talvez esteja havendo uma confusão por causa dos currículos. Não vamos medir capacidade de ninguém. A questão é só saber se os indicados se encaixam com suas futuras atribuições no governo”, pontuou.
Clodoaldo Gazzetta afirmou ainda que a única função de Eclair é coordenar sua equipe de transição. “Todas as conversas políticas serão feitas por mim e pelo Toninho [Gimenez, vice-prefeito eleito]”, fechou a questão.
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