| Divulgação |
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| Jornalista Vitorino Chermont |
| Roupeiro da Chapecoense Anderson Donizete Lucas |
Maior desastre aéreo do futebol mata 71 e deixa seis feridos em avião da Chapecoense
A maior tragédia da história dos desastres aéreos envolvendo times de futebol no mundo deixou 71 mortos, sendo 19 jogadores do time da Chapecoense, nessa terça-feira (29), em Medellín, na Colômbia. A delegação do clube de Chapecó (SC) estava a bordo do avião para a disputa do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.
O informe da Aeronáutica Civil (Aerocivil), órgão que cuida do funcionamento da aviação na Colômbia, disse que a aeronave caiu aproximadamente às 10h30 da noite de segunda-feira (28) (1h30 de dessa terça no horário de Brasília) a 30 quilômetros de distância do aeroporto. O avião vinha de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e pertencia à empresa LaMia.
Algumas vítimas tinham ligação com a região de Bauru. O roupeiro Anderson Donizete Lucas, o “Cocada”, era de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), onde sua mãe vive até hoje, enquanto o jornalista Victorino Chermont tem familiares em Bauru – ambos morreram no desastre aéreo. Já o goleiro Jackson Follmann, que sobreviveu ao acidente, mas teve uma das pernas amputada, foi jogador do Linense, clube de Lins (localizada a 102 quilômetros de Bauru). Clique aqui e veja mais.
Seis pessoas sobreviveram e foram levadas a três hospitais. Entre os sobreviventes estão o goleiro Jackson Follmann, que teve uma das pernas amputadas, o lateral-direito Alan Ruschel (lesão na coluna) e o zagueiro Neto (hematoma craniano, no abdômen e tórax). Também estavam a bordo 21 profissionais de imprensa. Apenas Rafael Henzel, narrador da rádio Oeste Capital, de Chapecó (SC), foi resgatado com vida. Os outros dois sobreviventes são os tripulantes Ximena Suárez e Erwin Tumiri. Entre as vítimas, está o comentarista da Fox Sports Mario Sérgio Pontes de Paiva, ex-jogador da seleção brasileira e campeão mundial pelo Grêmio em 1981.
As autoridades do Departamento de Antioquia ainda investigam as causas do acidente. Nessa terça-feira (29), encontraram as caixas-pretas do avião. Os equipamentos são fundamentais para a investigação por conter as gravações dos diálogos entre piloto e torre de controle minutos antes da tragédia. O governo brasileiro enviou especialistas do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, que auxiliarão as autoridades colombianas na investigação.
Gustavo Vargas, diretor da LaMia, evitou antecipar qualquer causa para a tragédia. Uma das possibilidades que estão sendo investigados é a falta de combustível na aeronave. “Não podemos descartar nada, a investigação está em curso e vamos esperar pelos resultados”, declarou Vargas, cauteloso.
Alfredo Bocanegra Varón, diretor da Aerocivil, classificou um possível desabastecimento como algo “muito grave”. “Não estamos confirmando nem negando qualquer possibilidade de que pode ter ocorrido uma falha por parte da companhia aérea. Tomara que não tenha sido um problema de desabastecimento, algo que seria muito grave porque o avião se encontrava muito próximo de aterrissar, uns cinco minutos”, disse. O Instituto Nacional de Medicina Legal da Colômbia informou que a identificação dos corpos deve demorar de dois a três dias. Para agilizar o processo, foi destacado um grupo de 45 especialistas.
INVESTIGAÇÃO
O fato de os agentes que participaram das buscas aos corpos e sobreviventes não terem percebido cheiro de combustível na fuselagem da aeronave reforça a hipótese de que o avião teve uma pane seca antes de cair. Outra possibilidade é que o piloto, quando percebeu uma falha na aeronave, tenha esvaziado o tanque para evitar uma explosão no momento da queda. De acordo com a Aerocivil, foram encontrados destroços do avião em um raio de 500 metros do local do acidente. 70% dos corpos foram encontrados na fuselagem e 30% no solo.
Há basicamente duas possibilidades discutidas entre especialistas para explicar o acidente: pane elétrica ou pane seca (falta de combustível). Em momentos finais do voo, a aeronave deu duas voltas ao redor de Medellín. Estava em baixa velocidade, a cerca de 262 quilômetros por hora.
Segundo a Associação de Aviadores da Colômbia, dois aviões solicitaram emergência ao mesmo tempo à torre de comando e a prioridade para aterrissar foi dada a um Airbus com capacidade maior. Uma hipótese é de que a aeronave teve de dar duas voltas para esperar o pouso do outro avião e, por isso, o combustível tenha acabado.
Chapecó chora por seus heróis mortos
| Nilton Fukuda/AE |
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| Consternados, torcedores da Chapecoense se reuniram na Arena Condá para lamentar perda |
As lágrimas, que até semana passada eram de alegria e orgulho de quem vive em Chapecó, se transformaram em tristeza que não tem dia e nem hora para acabar. Talvez nunca sequem. A simpática cidade do interior de Santa Catarina tinha o seu time na decisão da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, atual campeão da Libertadores. Mas uma derrota, que nenhum adversário em campo seria capaz de lhe dar, fez com que ontem fosse um dos dias mais tristes da história da cidade, da Chapecoense e do Brasil.
O torcedor sentado na arquibancada da Arena Condá, estádio da Chapecoense, observa o gramado vazio e sonha com um gol que o seu time não levou. Sonha que nos acréscimos do jogo decisivo contra o San Lorenzo, o goleiro Danilo não conseguiu evitar o gol adversário e que, por consequência, a história tivesse terminado ali. Ele sonha até com a indignação, o palavrão e a decepção do dia seguinte.
Dores suportáveis para todos aqueles que estão acostumados com o perde e ganha do futebol. “Mas Danilo fez uma defesa milagrosa. Não foi gol. Não foi gol e a gente começou a viver um sonho. Um sonho que virou pesadelo”, disse o estudante Guilherme Batista Filho, de 18 anos. Ao lado de Batista, Gabriel abraça o pai e chora. O menino joga na escolinha da Chapecoense, meia habilidoso, futuro atleta. “Não acreditei quando meu pai me contou. Hoje (ontem) é o dia mais triste que eu já vivi”, falou o garoto de 11 anos.
Perto da tragédia esteve Fernando de Lima Cásper, presidente da organizada da Chapecoense. “Tentei estar naquele voo. Eu pedi para diretoria. Quase consegui. Mas tive problemas para tirar o passaporte e fiquei”, contou Lima - que também rememora a defesa milagrosa de Danilo e se emociona. “Se aquela bola entra seria uma dor. Uma dor diferente. Uma dor que iria acabar na próxima rodada ou temporada do futebol. Agora, não. Essa dor é diferente É imensurável”, falou. “Acabou. Tudo que fizemos, as nossas alegrias, amigos, foi embora. O que fizemos de errado para merecer isso?”, lamentava uma torcedora, enquanto abraçava parentes dos atletas.
No meio de tanta tristeza, duas crianças corriam pelo gramado da Arena Condá sem se darem conta do momento que viviam. Talvez, pudessem servir como exemplo para os adultos de que um dia, tudo isso vai passar. Mas deve demorar. A prefeitura de Chapecó decretou luto oficial de 30 dias, suspendeu todos os eventos programados para o fim de ano e ainda suspendeu as aulas na rede pública de ensino.
Voo da Chape tinha 22 profissionais de imprensa, incluindo Mario Sérgio
| Jaime Saldarriaga/Reuters |
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| Destroços do avião com equipes de resgate trabalhando após o acidente |
A queda do avião da Chapecoense representou uma tragédia sem proporções também para o jornalismo brasileiro. Dos 22 jornalistas presentes no voo, apenas um sobreviveu: Rafael Henzel Valmorbida, narrador da rádio Oeste Capital, de Chapecó (SC). O radialista, de 43 anos, foi encaminhado ao hospital e a sua situação é considerada estável.
A lista de mortos inclui profissionais do canal de TV por assinatura Fox Sports, rádios e jornais catarinenses, Rede Globo, RBS (afiliada da Globo no Sul) e do site Globo Esporte, que lamentaram por meio de nota oficial a morte dos profissionais. Viajar juntamente com a delegação de um clube é uma prática comum entre os meios de comunicação para retratar o clima da preparação, conhecer os bastidores e preparar reportagens especiais. Foi a primeira decisão internacional da história da Chapecoense.
Só o canal Fox Sports, que transmitia os jogos da Copa Sul-Americana, perdeu seis profissionais, entre eles, o narrador Deva Pascovicci, os comentaristas Mário Sérgio e Paulo Júlio Clement e o repórter Victorino Chermont. A RBS, afiliada da Globo no sul do País, lamentou a perda de cinco membros catarinenses que estavam no voo. Dois deles estavam no início da carreira. O repórter da RBS Giovani Klein e Laion Spíndula, que atuava no Globo Esporte, estavam tendo as primeiras oportunidades na carreira. Veterano na cobertura esportiva, o repórter fotográfico e cinegrafista da RBS Djalma Araújo também está entre as vítimas do acidente. Também faleceram André Podiacki e Bruno Silva.
A Globo perdeu dos repórteres Guilherme Marques e Guilherme Laars e o repórter cinematográfico Ari de Araújo Jr.. De acordo com a emissora, eles preparavam uma matéria especial para o programa Esporte Espetacular. No voo estava ainda Renan Agnolin, que atuava como repórter da rádio Oeste Capital apenas em jogos da Chapecoense e também morreu.
TRAGÉDIA:
Alegria marcou preparação
Clima era de alto astral na Chapecoense para decisão histórica na Colômbia
| Reprodução internet |
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| Delegação da Chape animada no interior da aeronave durante voo |
O relógio marcava pouco mais de 20h do último domingo (27), uma hora e meia depois de o árbitro gaúcho Anderson Daronco apitar o final da partida entre Palmeiras e Chapecoense no estádio Allianz Parque, em São Paulo. Um demorado abraço entre os presidentes dos dois clubes, Paulo Nobre e Sandro Pallaoro, dava o tom do encontro entre os dois “Verdões”.
Após a festa palmeirense pela conquista do Campeonato Brasileiro, os jogadores da equipe catarinense retornaram para o gramado, comandados pelo preparador físico Anderson Paixão. Era a hora de começar a preparação para o primeiro dos dois jogos mais importantes da história do clube: a decisão da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional, de Medellín.
Na arena palmeirense, com a maior parte dos refletores apagados, titulares e reservas deram algumas voltas em torno do gramado. Foi uma corrida leve, um trote que tinha de se desviar dos papéis picados que tomavam conta do gramado por causa da celebração. Com as meias arriadas, os jogadores também eram obrigados a “driblar” os funcionários que desmontavam o palco do título. Conversavam entre si em tom de descontração e riam. Pareciam felizes.
Parte da emocionada torcida ainda estava nas arquibancadas. De quem estava lá para torcer pelo Palmeiras, a maioria gritava “Força, Chapê” e “Vamos Chapê”, que era retribuído com um sinal positivo e um sorriso no rosto. Um ou outro tentava brincar com os atletas, mas eles não se importavam. A cabeça já estava na Colômbia.
Aos poucos, a delegação de Santa Catarina se dirigiu ao ônibus da equipe que os levaria ao hotel na zona sul de São Paulo. Na saída, pela avenida Francisco Matarazzo, mais uma surpresa. Centenas de torcedores que comemoravam a taça na via reconheceram os jogadores e passaram a aplaudi-los. O Verde e Branco palmeirense se tornava por um pouquinho o Verde e Branco da Chape. O elenco retribuiu o carinho dos campeões com acenos e aplausos de dentro do ônibus.
Naquela noite, o técnico Caio Júnior participou de um programa na ESPN Brasil. Entre as revelações, feitas em tom descontraído, disse que havia conversado com o elenco na saída do estádio sobre o título do Palmeiras e a festa da torcida. Ele queria que esse sentimento fosse vivido pela Chapecoense. No planejamento, uma noite de descanso e o dia seguinte seria de uma longa viagem.
Na última segunda-feira (28), os jogadores da Chapecoense puderam dormir até um pouco mais tarde, mas quase todos aproveitaram o café da manhã. O time deixou o hotel por volta das 12h e seguiu até o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP), onde embarcou para Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Às 14h, no Facebook da Chapecoense, um vídeo ao vivo. Nele, jogadores, funcionários e dirigentes estavam descontraídos e aguardam o embarque da delegação. No avião, muitos postaram imagens em suas redes sociais, mostrando o orgulho de representar o Brasil em uma decisão tão importante.
Já em solo boliviano, mais uma vez atletas e dirigentes usaram a internet para se comunicarem. Ao seu assessor, Caio Júnior mandou áudio por WhatsApp dizendo que só “restavam quatro horas para o desembarque em Medellín”. No começo da madrugada dessa terça-feira (29), o avião que levava a Chapecoense sofreu o acidente.
Fim do ‘conto de fadas’
O acidente envolvendo o avião da Chapecoense tocou o mundo inteiro. Na imprensa internacional, importantes veículos destacaram o final do “conto de fadas” que foi a história do clube de 2012 para cá, quando saiu da Série C do Campeonato Brasileiro e chegava à sua primeira final continental.
Tradicional nos esportes norte-americanos, a expressão “Cinderella fairy tale”, ou “conto de fadas de Cinderella”, foi utilizada pela CNN para relatar a história da Chape, um “pequeno clube que tornou-se herói nacional”. Ainda nos EUA, o principal diário do país, The New York Times, relatou a tragédia destacando o número de mortos. Na Inglaterra, o The Guardian lembrou do apelido de “Leicester brasileiro”, em alusão ao clube inglês de pouca expressão que tornou-se campeão nacional na última temporada desbancando os gigantes do país.
Na Espanha, o Marca falou sobre o “sonho interrompido” da Chape, que ia disputar sua primeira final continental. O francês L’Équipe escreveu: “Chapecoense, do sonho ao pesadelo”, enquanto o alemão Die Welt preferiu investigar as causas da pane no avião. Na Argentina, o Clarín destacou a Chape como um “jovem clube brasileiro que havia surpreendido a América”.
A Gazzetta dello Sport definiu o acontecimento como uma “fábula de final trágico”. O principal jornal esportivo italiano destacou a presença do zagueiro Filipe Machado, que atuou pela Salernitana, da Série B do país, entre 2009 e 2010. O veículo também lembrou do lateral Claudio Winck, que já atuou com a camisa do Verona e não esteve junto com o grupo da Chape na viagem.
Clubes brasileiros prometem empréstimo gratuito e propõem 3 anos sem rebaixamento para Chapecoense
Os clubes brasileiros divulgaram um comunicado conjunto nessa terça-feira (29) para prestar solidariedade à Chapecoense após o acidente trágico de avião que culminou na morte de mais 70 pessoas, entre jogadores, comissão técnica, jornalistas e membros da tripulação. A intenção é reforçar o elenco do time catarinense e garantir que não seja rebaixado pelos próximos três anos.
A ideia surgiu em conversas entre as agremiações e participam da ideia o São Paulo, o Palmeiras, o Corinthians, o Santos, entre outros. O pedido é para que a CBF não permita o rebaixamento da Chapecoense para a Série B do Campeonato Brasileiro pelos próximos três anos e sugere que, caso o time fique na zona de rebaixamento, o 16º colocado vá para a segunda divisão.
“Mesmo cientes dos prejuízos irreparáveis provocados por este terrível acontecimento, os clubes entendem que o momento é de união, apoio e auxílio à Chapecoense. Neste sentido, os clubes anunciam medidas solidárias à Chapecoense, que consistirão, dentre outras, em: empréstimo gratuito de atletas para a temporada de 2017; solicitação formal à Confederação Brasileira de Futebol para que a Chapecoense não fique sujeita ao rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro pelas próximas três temporadas. Caso a Chapecoense termine o campeonato entre os quatro últimos, o 16º colocado seria rebaixado”, informaram os clubes.
CLUBES ESTRANGEIROS
O Racing, da Argentina, ofereceu atletas. “O Racing se solidariza com as vítimas e para colaborar com algum jogador”, disse Victor Blanco, presidente do clube de Avellaneda. Na próxima partida, o Racing vai usar uma camisa com o logo da Chapecoense em preto e branco no centro da camisa. O Libertad, do Paraguai, colocou seu elenco à disposição para qualquer amistoso de homenagem aos jogadores da Chapecoense. Em Portugal, o Benfica também se ofereceu para ajudar “esportivamente” o clube catarinense.
Alianza de Lima, Manchester United e Torino já sofreram com tragédias aéreas
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Manchester United, Torino, Alianza de Lima ou mesmo a seleção da Dinamarca. Na história do futebol, as tragédias aéreas fizeram parte da história de alguns dos clubes de maior destaque em seus momentos, transformando sonhos de milhares de torcedores em pesadelos.
Em 1949, o Torino era o campeão da Itália. Mas, ao retornar de um jogo amistoso em Portugal, o avião que levava os craques caiu no dia 4 de maio, nas proximidades de Turim. O acidente fez 31 mortos, entre eles 18 jogadores. Quase uma dezena daqueles que estavam no avião faziam também parte da seleção italiana. Para muitos italianos, aquele desastre afetou de forma decisiva a capacidade da seleção italiana em concorrer ao título na Copa do Mundo de 1950, no Brasil.
Uma década depois, em 1958, seria a vez de um outro grande campeão fazer parte da lista das vítimas de acidentes aéreos. O Manchester United, bicampeão da Inglaterra e se classificando para a semifinal da Copa da Europa, estava em um avião de retorno de uma partida em Belgrado.
Em pleno inverno, no dia 6 de fevereiro, o avião fazia uma escala em Munique. Mas, ao tentar voltar a decolar, a neve o impedia. Na terceira tentativa, o jato acabou batendo em um muro. Vinte pessoas que estavam à bordo, entre eles oito jogadores, morreram. Entre os sobreviventes estava Bobby Charlton, com apenas 20 anos e severamente ferido. Mas a jovem processa, Duncan Edwards, não sobreviveu.
Dois anos mais tarde, em 1960, outros oito jogadores da seleção dinamarquesa seriam vítimas de um acidente aéreo, em Kastrup. O mesmo ocorreria em 1979 com a equipe do Tachkent, perto de Minsk.
Na América do Sul, um dos maiores dramas foi o do Alianza de Lima, em 1987. O Fokker que levava os jogadores do clube não resistiu e todos os jogadores morreram.
Em 1993, mais uma seleção seria vítima de um acidente aéreo. A Zâmbia disputava um lugar na Copa do Mundo e, para chegar até o evento, teria de bater Senegal. Um avião militar levaria o time africano ao confronto. Mas o aparelho se incendiaria e todos os jogadores da seleção morreriam.




