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| Jogadores com o piloto que levava a Chapecoense à Colômbia |
Um tripulante da companhia Avianca que estava em uma rota próxima ao voo da Chapecoense afirmou ter ouvido o diálogo entre o piloto da aeronave da LaMia e a torre de controle do aeroporto colombiano de Rionegro, perto de Medellín, segundo os jornais "El Espectador" e "El Heraldo".
O tripulante da Avianca relatou que, enquanto uma aeronave da Viva Colômbia estava pousando, de repente chegou o piloto do voo da Lamia e disse: "solicitamos prioridade para aterrissar, temos problemas de combustível. Mas, nesse momento, ele não se declarou em emergência”.
Na sequência, segundo o tripulante da Avianca, a controladora de voos do Aeroporto de Rionegro afirmou ao piloto da LaMia: "temos um problema, um avião está aterrissando em emergência".
Ainda de acordo com o tripulante da Avianca, a controladora de Rionegro pediu à tripulação do voo da Avianca 9256 que virasse à esquerda, quando o piloto de LaMia passou por eles.
"Quando ele [piloto da LaMia] iniciou a descida, declarou-se em emergência. Começou a dizer que tinha falha elétrica total e pediu vetores [rota mais rápida para aterrissar] para proceder [a descida]. Ajuda, vetores para alcançar a pista, repetiu", disse o tripulante da Avianca.
Segundo a Viva Colômbia, o voo FC 8170 apresentou "uma indicação na cabine" que levou o comandante a interromper o trajeto original. A empresa disse, em comunicado, que não chegou a declarar emergência.
O avião pousou à 0h51 em Medellín. Quatro minutos depois, o avião da Lamia com a delegação da Chapecoense desapareceu dos radares do Flight Radar 24, um serviço de monitoramento de voos, quando estava a 33 km do aeroporto.
