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| O homem tem percebido que criar vínculos afetivos com seus filhos é extremamente positivo |
As atitudes dos homens em relação à paternidade influenciam significativamente o desenvolvimento da criança. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Oxford, nos Estados Unidos, filhos de pais confiantes e que abraçam a paternidade são menos propensos a apresentar problemas de comportamento antes da adolescência.
Durante o estudo - realizado com pais de crianças que viviam com ambos os pais pelo menos até os oito meses de idade -, pesquisadores pediram para que as mães avaliassem o comportamento de seus filhos com perguntas como as atitudes da criança em relação a outras crianças, tendências a agitação, se eles estavam dispostos a compartilhar brinquedos e sua confiança no desconhecimento de algumas situações.
Por outro lado, pais preencheram questionários sobre seus sentimentos em relação a paternidade com questões incluindo quantas vezes eles ajudaram com trabalho doméstico, o quão confiante eles se sentiam como pai, e quanto tempo eles passavam com os filhos.
De acordo com o psicólogo Tarcísio Tavares, o homem tem percebido que criar vínculos afetivos com seus filhos é extremamente positivo, não só para as crianças, mas também para eles mesmos.
"Em geral, no passado, o homem demonstrar sentimento em relação ao filho era sinal de fragilidade e se limitavam, portanto, apenas a impor disciplina. De lá para cá, aumentou muito a preocupação com a educação e o caráter dos filhos", explica Tarcísio.
Ausência dos pais traz desequilíbrio
Ainda segundo o estudo da Universidade de Oxford, os pesquisadores descobriram que as crianças que desempenhavam um papel positivo dentro da estrutura familiar, tinham menos chances de mostrar dificuldades comportamentais nas idades entre nove e 11 anos. Em contrapartida, o nível de envolvimento dos pais em tarefas domésticas, aparentemente, não surtiu muito efeito quando analisados os comportamentos dos filhos.
A psicóloga Ana Siqueira explica que a presença paterna na família é diferente e complementar à materna. A falta de qualquer uma dessas figuras, porém, pode causar um desequilíbrio no desenvolvimento da criança.
"Não é apenas uma questão de satisfazer as necessidades físicas ou financeiras dos filhos. Eles procuram nos pais um modelo para se identificarem. Se o pai está ausente, outros modelos virão ocupar esse vazio, com grande probabilidade de não serem modelos propriamente exemplares. O mesmo acontece com a figura materna."
'A conexão emocional faz toda diferença'
"O homem está descobrindo que amor, carinho e atenção não devem ser delegados apenas à mãe. A conexão emocional entre pai e filho importa muito no desenvolvimento da criança. Isso porque o pai e a educação recebida podem exercer sobre os filhos uma influência que provavelmente pode ser mais forte que os atrativos do mundo, colaborando também para formar uma ideia mais completa de respeito ao próximo."
Ana Siqueira
Psicóloga pós-graduada em psicoterapia de famílias
