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Temer lança pacote que mexe até no FGTS para recuperar a economia


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Brasília - Duas semanas depois de o IBGE anunciar a sétima retração trimestral seguida no PIB e em meio à sua pior crise política, o governo Michel Temer anunciou ontem um pacote de medidas para estimular a economia - algumas delas requentadas até mesmo da gestão Guido Mantega no comando do Ministério da Fazenda.

O plano inclui elevar o nível de rendimento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), atualmente composto pela Taxa Referencial mais 3% ao ano, para níveis mais parecidos com os da caderneta de poupança.

"No ambiente macroeconômico, medidas estão sendo tomadas para sairmos da recessão. Recessão que encontramos quando assumimos o governo federal", afirmou o presidente, no anúncio do "pacote micro".

O aumento da remuneração do FGTS é uma das medidas elaboradas para melhorar o humor da população neste momento de crise.

Será feito com a transferência para as contas dos trabalhadores de 50% do lucro líquido obtido com a aplicação do patrimônio do fundo.

"O rendimento passará a ser TR mais 5% ou 6%", afirmou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Já a possibilidade de autorização de saque do fundo para pagamento de dívidas ficou para uma outra etapa.

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