Geral

Diretores de Bauru repudiam três resoluções publicadas

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Renan Casal
Supervisores de ensino, diretores, professores e funcionários de escola fizeram manifesto contra as resoluções 65, 69 e 70

Em repúdio à três resoluções publicadas na última segunda pela Secretaria de Estado da Educação, um grupo formado por dezenas de diretores e profissionais da área promete paralisar as atividades em escolas estaduais de Bauru logo no início de 2017. Eles pedem a revogação do pacote de medidas, que gerou corte de alguns cargos dentro das unidades, e solicitam a discussão das propostas com as entidades e sindicatos de classe.

Cerca de 40 profissionais, entre eles representantes do Sindicato de Especialistas de Educação do Estado de São Paulo (Udemo), do Sindicato dos Supervisores de Ensino do Magistério do Estado de São Paulo (Apase) e da Associação dos Professores Aposentados de São Paulo (Apampesp), estiveram, nessa quinta-feira (22), no JC.

Segundo eles, as resoluções 65, 69 e 70, de 19 de dezembro, se aplicadas, irão prejudicar a gestão administrativa e pedagógica das escolas, principalmente das que possuem menos de três turnos ou menos de 16 classes.

A resolução 65 estabelece a redução do número de professores-coordenadores. Hoje, algumas unidades possuem até três profissionais. Com a medida, apenas escolas com número de classes superior a 16, com anos iniciais, poderão ter até dois. “Os alunos dos anos inciais possuem necessidades e dificuldades diferentes. Um mesmo profissional não conseguirá dar conta de quase 500 estudantes”, avalia Maria José Faustini, presidente da Udemo.

Já a resolução 69 diz que apenas as escolas com mais de 16 classes poderão ter a figura do vice-diretor. “E se o diretor não estiver na unidade e uma criança se machucar? e se ele tirar licença? Quem irá assumir? Como daremos conta do pedagógico e administrativo?”, indaga Faustini.

Outra reclamação se refere à resolução 70, que estipula adequação de professores readaptados (afastados por motivos de doenças ou não) em salas de leitura das escolas.

“Muitas vezes, o professor está afastado por ordem médica, por não conseguir voltar à sala de aula”, considera Maria José dos Santos, da Apase.

Para Maria Helena Catini, da Apampesp, as medidas ajudam a precarizar a escola. “Iremos mobilizar toda a comunidade. A educação não pode ter mais cortes”,critica.

‘MAIS PROFESSORES’

A Secretaria de Educação do Estado foi acionada e remeteu a resposta à Diretoria Regional de Ensino (DRE). Gina Sanchez, dirigente do órgão, informou que a medida visa aumentar o número de professores nas escolas, realocando os coordenadores e vice-diretores para salas de aula.

“Junto com sua equipe, o diretor deverá articular a rotina nas unidades. Na sua ausência, ele ainda possui um coordenador e um gerente de organização. Ninguém terá que trabalhar fora do seu horário, tudo será organizado”, pontua Gina, ressaltando que, em 2016, São Paulo foi o primeiro Estado em todo o País no Ideb.

Comentários

Comentários