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Servidora investigada acionou a prefeitura na Justiça do Trabalho

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 3 min

Reprodução Facebook
Sueli Feitosa é investigada pela Polícia Civil por envolvimento em desvio financeiro na prefeitura  

A servidora municipal afastada do cargo Sueli de Fátima Feitosa acionou a prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo (90 quilômetros de Bauru) na Justiça do Trabalho, em outubro, com ação trabalhista contra o município de Santa Cruz do Rio Pardo. Ela requer incorporação de diferenças salariais. Isso ocorreu depois de perder o cargo comissionado de diretora da Tesouraria e retornar ao de oficial administrativa, com salário mais baixo. A funcionária é investigada pela Polícia Civil por envolvimento em suposto desvio financeiro na prefeitura nos últimos oito anos.

A reportagem não conseguiu localizá-la até o fechamento desta edição. De acordo com a prefeitura, ela teria desviado cerca de R$ 3,5 milhões num esquema de falsificação de documentos e extratos bancários.

A ação tramita na Vara do Trabalho de Santa Cruz. Sueli entrou no serviço público por concurso público como oficial administrativa e começou a ocupar cargos em comissão no governo de Adilson Donizeti Mira (PSDB).

A servidora alega na ação uma diferença entre o cargo de diretora que ocupava anteriormente (de 1999 a abril de 2016), com o cargo gratificado que ocupou até dezembro de 2016, passando por três administrações. Ela pediu liminarmente o pagamento de todas as diferenças desde o início do ano, quando deixou o cargo comissionado e passou a ter função gratificada. A juíza Mariângela Fonseca negou a liminar, mas a ação ainda está em julgamento.

O advogado dela na ação trabalhista, Luiz Antônio de Camargo, explicou ontem que a ação foi movida bem antes aos atuais fatos envolvendo a servidora. “Não tem nada a ver com que a aconteceu na prefeitura”, declarou por telefone.

Sueli foi diretora da Tesouraria até março deste ano na gestão do prefeito Otacílio Assis (PSB). O salário base era R$ 3.034,66, mas em março, ela voltou ao cargo de Oficial Administrativo, com salário base de R$ 1.262,42.

PEDIDO DE PRISÃO

O delegado Renato Caldeira Mardegan declarou ontem que não descarta pedir a prisão temporária da servidora. Desde quando o caso veio a público por meio da denúncia do prefeito Otacílio Parras à imprensa, a servidora não se encontra na cidade.

A descoberta do rombo ocorreu, de acordo com a administração, porque a funcionária transferiu dinheiro de uma conta que não tinha autorização de mexer – a Contribuição de Iluminação Pública (CIP) – a partir daí começou a investigação até descobrir o desfalque.

“Os indícios são mais do que suficientes para indiciá-la, mas falta saber se tem mais gente envolvida. A família está envolvida quase certeza”, declarou o delegado que chegou a pedir a quebra do sigilo fiscal e bancário na Justiça, mas não foi deferido por se tratar de plantão judiciário. A Justiça está em recesso e novo pedido será feito no dia 9. Na última semana, a Polícia apreendeu documentação e joias na residência da servidora. Mardegam também pediu o bloqueio administrativo de dois carros, uma caminhonete e um caminhão.

Segundo o delegado, a servidora deverá ser indiciada em crime de peculato, falsidade ideológica, falsificação de documento público, lavagem de dinheiro e possivelmente associação criminosa. Até o momento ela não foi ouvida na polícia.

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