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Ex-funcionários da ECCB protestam

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Ex-funcionários da ECCB estiveram no Fórum Trabalhista no início da tarde de ontem; eles cobram celeridade no processo

Cerca de 80 ex-funcionários da antiga Empresa Circular Cidade de Bauru (ECCB) realizaram um protesto ontem, no início da tarde, no Fórum Trabalhista da cidade. Eles pedem à Justiça agilidade na execução das ações contra a empresa referentes às verbas rescisórias. O montante devido aos quase 750 ex-funcionários ultrapassaria R$ 10 milhões.

A ECCB encerrou suas atividades em Bauru em maio de 2002, deixando dívidas trabalhistas com os funcionários que empregava. Na ocasião, várias ações foram propostas e uma ação civil pública culminou com o bloqueio de bens da empresa.

O MOVIMENTO

Anos depois do encerramento das atividades, alguns dos oito imóveis em nome da ECCB foram alugados e os valores depositados em juízo. No início do ano passado, os trabalhadores receberam 4% do montante que lhes era devido, que resultou em R$ 1,5 milhões em indenizações.

"Foram quase 15 anos de espera para pouco retorno, queremos 100% do que é devido. Os prédios precisam ser avaliados e leiloados de uma vez por todas. Enquanto isso não acontecer, continuaremos nos manifestando", ressaltou Valter Cardoso, antigo motorista da ECCB e representante dos manifestantes.

Organizados por uma comissão de trabalhadores, eles entraram no Fórum Trabalhista proferindo palavras de ordem. Na sequência, a comissão se reuniu com a direção da coordenadoria de execuções trabalhistas.

Durante a conversa, acompanhada pela reportagem, eles foram alertados que um despacho do juiz responsável pelo caso, Edson da Silva Júnior, deve dar prosseguimento à execução.

"Uma perita particular foi nomeada em novembro de 2016 para avaliar os bens da empresa e apresentar um laudo, para que o leilão ocorra. Mas, há uma petição dela na qual há solicitação dê mais prazo, o despacho deve ser concedido amanhã (hoje)", informou aos trabalhadores um funcionário da coordenadoria, que preferiu não se identificar.

'VAI E VOLTA'

Segundo os manifestantes, será a quarta avaliação dos imóveis por um perito diferente em quase 15 anos. "É um vai e volta de processo que não acaba nunca. Queremos o que é nosso direito", criticou Odécio Evangelista da Silva, ex-torneiro mecânico da ECCB. 

Após a apresentação em juízo do laudo com a avaliação e preço estimado dos imóveis, caberá ao magistrado abrir prazo para a manifestação das partes e, posteriormente, homologar os valores que devem ir à leilão.

O advogado da ECCB, Mário Luiz Gomes, afirma que a demora é justamente para garantir que o imóvel não seja vendido a preço abaixo do mercado e, assim, o valor obtido melhor atenda a indenização devida aos ex-funcionários da empresa. "Em 2014, o imóvel já foi vendido a R$ 1,6 milhão, preço bem abaixo do mercado. E eu consegui anular essa venda. A luta é exatamente para que haja o melhor a esses ex-funcionários", conclui.

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