Cultura

Na base da cultura dos encontros em Bauru

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 5 min

Divulgação
O ministro da Cultura, Roberto Freire, recebeu o prefeito Gazzetta e o secretário Luiz Fonseca na Funarte, em SP

No primeiro mês como secretário municipal de Cultura, Luiz Fonseca já assumiu a tarefa de dar continuidade ao Carnaval no Sambódromo, primeiro grande evento do ano, e a outros trabalhos bem-sucedidos, além de encarar novos e antigos desafios do setor.

Administrador de empresas com especialização em marketing e planejamento estratégico, Luiz, é natural de São Paulo e está em Bauru há 12 anos.

Veio com um convite da Universidade Sagrado Coração (USC), onde trabalhou até 2012 como gerente de marketing e formador geral de extensão. Depois, seguiu “carreira solo” e abriu uma empresa de consultoria em gestão e marketing.

“Como tenho formação também como coach, comecei a dar palestras motivacionais em empresas. E segui com essas atividades até o convite para assumir a secretaria. É um desafio novo, onde posso conciliar meu interesse por cultura e a experiência em gestão de processos e administração dos recursos. Estou gostando bastante”, partilha o secretário.

Em eventos culturais, colaborou com o Viva Bauru e o Troféu Ligado. “Eu gosto muito de cultura e arte, minhas filhas praticam dança e canto. Sempre fui um admirador das várias manifestações artísticas”.

À frente da pasta da cultura, Luiz está realizando uma série de encontros, seja para conhecer artistas da cidade e funcionários da secretaria, seja para buscar verbas que possibilitem maiores ações.

“Estou há menos de um mês, mas parece que trabalho aqui há muitos anos. É preciso ter equilíbrio emocional para ‘baixar a temperatura’ e dar atenção devida a todos que nos procuram, a todos os projetos e segmentos”, comenta.

Em entrevista ao Jornal da Cidade, Luiz falou sobre suas primeiras atividades, expectativas e impressões.

JC – Como foi o contato com o ministro Roberto Freire?
Luiz Fonseca – O encontro com o ministro, dia 20, no Espaço Funarte, em São Paulo, capital, foi fantástico. Ele é uma pessoa muito simpática e aberta, que nos ouviu com atenção. Nós tivemos dois momentos interessantes: um para trocarmos ideias e falarmos um pouco de cultura e outro ao pleitear para Bauru a possibilidade de entrarmos em um projeto no Ministério da Cultura visando a reforma da Estação das Artes, na antiga estação ferroviária. Na hora entregamos um resumo da história da ferrovia e os objetivos da reforma. Ele protocolou esse pedido e nos solicitou o envio de um projeto detalhado da reforma para que no ministério seja verificada a possibilidade de atendimento. À princípio, a quantia é na ordem de 6 milhões. O projeto vai dar um detalhamento maior e o valor pode mudar para menos ou mais. Não tenho certeza de que seremos atendidos e é um processo demorado, mas não podemos desistir e vamos cobrar.

JC – E em nível estadual?
LF – Estive conversando com uma OS (Organização Social) ligada à Secretaria Estadual de Cultura e pleiteamos ajuda para alguns eventos que acontecem ao longo do ano em Bauru. Essa OS, inclusive, faz a ponte para a vinda de artistas. Já mandei ofício e aguardo a resposta.

JC – Houve também uma reunião com artistas?
LF – Sim! Já tive um primeiro encontro com artistas de Bauru e região no Espaço Protótipo, momento em que me apresentei como novo secretário e coloquei alguns pensamentos sobre a cultura. Tivemos um debate superpositivo. Devemos trabalhar, de fato, em parceria. Também reuni o quadro de funcionários ligados à Secretaria de Cultura (são 114, incluindo as bibliotecas e museus a professores de artes, entre outros), me apresentei e falei das minhas expectativas. Fiz uma palestra motivacional e foi um momento muito bacana, que já começou a dar bons resultados. A gente já sente a mudança no comportamento como um todo.

JC – O que sentiu da conversa com os servidores da Cultura?
LF – As pessoas estão muito envolvidas como um todo. Tenho conversado com frequência com os departamentos e funcionários da Secretaria de Cultura. Sinto neles um grande nível de engajamento. É muito bom que cada um se sinta importante no processo. Isso tem um reflexo positivo, na chegada de novos projetos. Para outros, dependo de parceria, mas estamos amarrando os contatos.

JC – Qual o principal desafio da secretaria?
LF – O orçamento. São 10 milhões para tudo, da folha de pagamento a todos os eventos, cursos... Por isso precisamos de muito empenho, bom-senso e criatividade para movimentar algumas coisas; em outras, a movimentação é pela busca de verbas e parcerias corretas. Ações significativas demandam recursos e é preciso muito planejamento para que o maior número possível de demandas sejam atendidas.

JC – Quais as prioridades para esse ano?
LF – Entre as perspectivas está a realização de encontros que possam levar às comunidades mais cultura e arte. Já estamos conversando com os professores da DEA (Divisão de Ensino às Artes) para que possam atender os bairros. Também pensando em otimizar as estruturas que já temos, como o caminhão-palco. Estamos pensando em como levar mais música, teatro, artes circenses, dança e até cinema para as comunidades e fazer com que os talentos lá ainda estão escondidos apareçam.

JC – E os preparativos para o Carnaval?
LF – A expectativa é que até dia 11 (quando haverá o evento para a escolha do rei momo e da rainha do Carnaval) o Sambódromo já esteja com outra cara. Os preparativos para o Carnaval tiveram um pouco de atraso devido às chuvas, mas já definimos as ações de todas as secretarias envolvidas e é incrível a identificação entre os secretários. É importante frisar como estão todos no mesmo espírito de se ajudar e fazer um trabalho com qualidade. O sucesso do novo governo ate aqui se deve a essa união. Todos são muito bons, comprometidos e estão na mesma linha.

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