| Thiago Navarro |
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| Retomada dos trabalhos no tanque de aeração depende dos testes com as estacas |
O Departamento de Água e Esgoto (DAE) espera para maio ou junho a chegada dos primeiros equipamentos adquiridos para a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, que vai tratar cerca de 90% dos dejetos de Bauru.
As obras, entretanto, ainda estão em ritmo relativamente lento. Apenas 16% do total já foram concluídos e não há prazo exato de quando o local estará em funcionamento – a expectativa é o próximo ano.
Mesmo assim, alguns dos equipamentos que serão usados quando a ETE estiver em funcionamento devem chegar dentro de três meses.
Do valor total da obra, cerca de metade é referente justamente aos equipamentos, conforme previsto no edital de licitação. Além desta primeira remessa de material, diversos outros chegarão até a unidade entrar em operação, conforme a evolução das obras.
“Vamos gastar mais ou menos R$ 70 milhões para equipar a Estação de Tratamento de Esgoto. Sobre os primeiros [equipamentos] demos ordem de compra para a parte da estação elevatória, que vai bombear esgoto que chega dos interceptores. São equipamentos como bombas, tubulações e peneiras rotativas”, diz o presidente do DAE, Eric Fabris.
‘CUSTEANDO’
Nesta primeira compra, os equipamentos custam cerca de R$ 6 milhões, valor que já está dentro do montante total repassado à COM Engenharia, responsável pela construção da ETE, cujo orçamento total é de quase R$ 140 milhões – o valor era menor, mas subiu por conta do atraso das obras.
Aproximadamente metade deste montante está custeando as obras de construção civil e a outra metade será utilizada para comprar os equipamentos.
A empresa COM Engenharia recebeu R$ 22,4 milhões até agora, sendo que R$ 15,8 milhões vieram de recursos do governo federal.
A verba é liberada conforme o ritmo das obras, verificado pelas medições. Os outros R$ 6,6 milhões são de contrapartida do município, através do Fundo de Tratamento de Esgoto (FTE). Além do DAE e da Secretaria Municipal de Obras, que acompanham o dia a dia dos trabalhos, o consórcio formado pelas empresas SGS-Enger e JHE também efetua a fiscalização. Ao todo, cerca de 200 funcionários trabalham na execução da obra, número que será reduzido para 180 no próximo mês, mas deverá subir de novo conforme o ritmo de trabalho aumentar.
PARA ENTENDER
Parte das obras está parada desde o final do ano passado por conta de problemas na resistência das estacas, apontados na ocasião.
O teste Pit, contratado para verificação das estacas, ainda será realizado e, até que os dados apontem a segurança do local, parte da ETE está com o trabalho interrompido, mais especificamente os setores que receberão os reatores UASB e o tanque de aeração, pois dependem da avaliação das estacas-raiz.
A contratação do ensaio de Pit vai custar R$ 15 mil, para o ensaio de 300 estacas, de um total de 1.200 que já estão instaladas (ou seja, 25%). Outras mil ainda precisarão ser colocadas posteriormente.
“Houve um atraso na contratação do Pit porque dependíamos de trâmites legais e da liberação do Conselho do Fundo de Tratamento. Os resultados dos testes devem sair em meados de março. Se houver um resultado positivo, o trabalho será retomado”, destaca Fabris. “Isso equivale a cerca de 60% da obra civil. Os outros 40% continuam em construção normalmente”, completa.
Os futuros setores de tratamento preliminar, decantação e tratamento de resíduos sólidos, por exemplo, estão com as obras em execução. “Estas partes da ETE que continuaram com as obras possuem estacas pré-moldadas”, explica o engenheiro civil Elinton Silva, designado pela Secretaria Municipal de Obras para acompanhar os trabalhos na ETE. Já os setores que aguardam o teste dependem de avaliação de integridade.
“Enquanto não tiver isso, não tem como liberar. É possível que a prova de carga tenha danificado de alguma forma as estacas, mas é complicado falar algo sem ter o ensaio de Pit executado. É ele que vai apontar como estão de fato as estacas. Se estiver tudo em ordem, aí as obras daquele setor podem voltar”, pondera Eric Fabris, presidente do DAE.
