Tribuna do Leitor

Carta aberta aos bancários e demais trabalhadores de Bauru e região

Marcos Antonio Alves de Assis - bancário e professor
| Tempo de leitura: 2 min

Dispondo da enorme área de abrangência deste jornal, assim como a extensão territorial da base de representação do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região (SEEB), venho fazer um chamamento aos bancários: recolocar o SEEB Bauru nos trilhos é nossa tarefa urgente!


Toda uma história de lutas, solidariedade e participação na vida política dos trabalhadores (“Fora Izzo!”; “Fora Collor”; “Reforma agrária, já!”; “Não ao Imposto Sindical!”) corre o risco de ir para o ralo, a depender do resultado da assembleia da próxima terça-feira, às 18h30, na sede do Sindicato.


Em jogo, a atuação do sindicato: se aberta, democrática e de luta, como quer a maioria da direção atual, que pugna pela solidariedade de classe, pela união de forças com as demais categorias de trabalhadores, pois que os objetivos são comuns (luta contra o desemprego, terceirização, assédio, baixos salários); ou, na direção oposta, das práticas sectárias, de isolamento e de falsidade ideológica proposto pela autodenominada FNOB. Este grupo político, qual seita religiosa, onde se instala semeia discórdia – foi assim no Rio Grande do Norte (onde estão seus “teólogos”), no Maranhão e, agora, em Bauru.


Nós, da maioria da direção do sindicato, pregamos a total independência dos patrões, dos governos e dos partidos; acreditamos que as reformas previdenciária e trabalhista só poderão ser derrotadas se o conjunto da classe trabalhadora se organizar e for para as ruas lutar contra aqueles que querem tirar dinheiro dos trabalhadores para dá-lo aos políticos, banqueiros e empreiteiros.


Os trabalhadores não devem ficar com o ônus da crise! A proposta da Fnob é isolar os bancários – “100% bancário” é o mantra dessa seita. Não percebem esses “analfabetos políticos” (Brecht) que, tal como ensinou Esopo, a divisão dos trabalhadores em gravetos isolados (100% bancário) nos conduzirá, inevitavelmente, à derrota; mas, ao contrário, um feixe de “gravetos” (bancários, professores, operários, camponeses) resistirá e não poderá ser quebrado.


Conclamo, também, os trabalhadores de outras categorias, que já lutaram junto com os bancários por uma sociedade mais justa e igualitária, a se manifestarem contra essa tentativa de “acomodação de classes” que está em curso.

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