Regional

Polícia Civil prende homem que vendia crack pelo muro de casa

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Polícia Civil/Divulgação
Quando a polícia fazia buscas na casa, usuário chegou de bicicleta e, pelo muro, pediu uma pedra de crack

A Polícia Civil de Jaú prendeu nessa terça-feira (21) um homem de 36 anos que comercializava crack pelo muro de sua residência, na rua Antônia Pires de Campos, Vila Maria. Quando os policiais faziam buscas na casa, usuário chamou pelo suspeito pedindo uma “rocha”, o que ajudou a confirmar as denúncias contra ele.

S.A.E.R. vinha sendo observado pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) há algum tempo. Incomodados com o intenso comércio de entorpecente no imóvel, vizinhos já haviam feito diversas denúncias à polícia. Com mandado de busca em mãos, equipes da unidade foram até o endereço e, após alguns minutos de campana, entraram na casa e flagraram o investigado próximo ao muro, ao lado de um copo plástico com oito pedras de crack.

Para fazer as entregas pelo “balcão” de negócios, segundo a polícia, S.A.E.R. improvisou uma espécie de escada utilizando um saco com areia. Com ele, os policiais civis encontraram também a quantia de R$ 118,00 em dinheiro.

De acordo com o delegado titular da Dise, Edson Maldonado, antes da localização da droga, S.A.E.R. negou o envolvimento com o tráfico e a existência de entorpecentes na residência. Depois, alegou que o crack era para seu consumo. Mas a chegada de um usuário de drogas ao local ajudou a desmontar a versão do suspeito. “Durante as buscas, um pedreiro de 42 anos, que retornava do trabalho, encostou do lado de fora do muro e chamou por ele”, diz o delegado. Do outro lado, se passando por S.A.E.R., Maldonado perguntou o que o homem queria e ele respondeu que precisava de uma “rocha”, gíria usada por dependentes para se referir à pedra de crack. O pedreiro foi ouvido e liberado.

Já o investigado foi autuado em flagrante por tráfico e levado à Cadeia de Barra Bonita. “De acordo com as investigações e provas materiais colhidas, há elementos suficientes que trata-se de tráfico de drogas”, declara o titular da Dise.

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