| Malavolta Jr. |
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| Segundo Isabel Miziara, definição só na semana que vem |
Setenta e três crianças da Creche Jardim Niceia, no bairro de mesmo nome, ficaram sem aulas, nessa quarta-feira (22), devido a problemas na prestação de contas da Ação Comunitária São Francisco de Assis (Acop), entidade que mantém o serviço em convênio com a prefeitura.
A instituição também é responsável pela manutenção da Creche São Francisco de Assis, localizada no Parque Santa Edwirges, que funcionou com a presença de parte dos funcionários, ontem.
Conforme o JC apurou, a unidade também deve fechar as portas a partir desta quinta-feira (23), deixando 106 alunos sem aula. Não há prazo definido para que as creches voltem a funcionar. Segundo a secretária municipal de Educação, Isabel Miziara, a suspensão de todos os repasses à Acop desde janeiro foi motivada por problemas na documentação da associação para justificar suas despesas no último quadrimestre de 2016.
“O que podemos dizer até o momento é que houve problemas com os documentos apresentados, incompatibilidade de informações. E a primeira medida que a prefeitura tem de adotar é não fazer novos repasses. Por este motivo, a entidade não conseguiu pagar os salários dos seus funcionários, que decidiram parar agora”, observa. Em 2016, a Acop recebeu mais de R$ 4,8 milhões da prefeitura, mas deixou de justificar o uso de R$ 264.751,00, que terão de ser devolvidos.
Até que esta regularização aconteça, novos repasses não serão autorizados. Dentro da crise que assola a instituição, o presidente e a gerente que realizava a prestação de contas foram afastados de suas funções nos últimos dias. Nenhum representante da entidade foi localizado para falar sobre o assunto, nessa quinta (23).
Segundo Isabel, a pasta, sensível ao impacto que o fechamento de duas creches causam à rotina das famílias, vem buscando uma solução jurídica para o caso. “Estamos avaliando a possibilidade de a prefeitura encampar as creches ou oferecer as unidades a outras entidades assistenciais ou, ainda, oferecer transporte para que estas crianças sejam levadas temporariamente para outras creches próximas. Mas tudo precisa passar por aprovação do departamento jurídico”, detalha.
No entanto, ainda de acordo com a secretária, a definição sobre o impasse só deverá ocorrer ao final da próxima semana. “Sabemos que o transtorno é enorme, mas pedimos um pouco de compreensão, porque estamos empenhados em encontrar a solução mais adequada e urgente para retomar o atendimento”, completa.
