| Malavolta Jr. |
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| Susana Godoy, diretora da Divisão de Ação Cultural da Secretaria Municipal de Cultura: “Indicamos nomes dos jurados, que passam pelo crivo das escolas de samba e blocos” |
Escolas de samba e blocos carnavalescos da categoria especial concordam: o mais importante é a diversão... Porém, é claro que as agremiações também desfilam pensando no título e colocam desde os trabalhos nos barracões até o último passo na avenida toda garra e animação para vencer.
Quem escolhe os campeões são os 27 jurados, todos voluntários, indicados pela Secretaria Municipal de Cultura e aprovados ou vetados pelos representantes de escolas e blocos.
“Os jurados recebem um manual baseado no que federações e ligas de escola de samba de outras localidades indicam, para auxiliar o que deve ser observado em cada quesito e como fazer uma boa avaliação”, explica Susana Godoy, diretora da Divisão de Ação Cultural, da Secretaria Municipal de Cultura.
Há do começo ao fim do Sambódromo três cabines, cada uma com nove jurados e dois funcionários da secretaria, pois quem avalia o Carnaval também tem regras a seguir. “Eles devem evitar sair das cabines, não se comunicam com os jurados do mesmo quesito e não podem ingerir bebida alcoólica”.
Para que haja equilíbrio, as notas vão de 7 a 10 e incluem decimais; a menor de cada quesito é excluída. “As próprias escolas optaram para que as notas fossem decimais, pois de um ponto inteiro para outro, o risco de haver alguma injustiça é maior. O resultado é que a diferença entre as escolas é sempre pequena”, lembra Susana.
A apuração será na quarta-feira, dia 1 de março, às 15h, no auditório do Centro Cultural, com a presença da imprensa, dois representantes de cada escola e um de cada bloco. Pelo sistema de som, a contagem é transmitida para a torcida que fica do lado de fora, na avenida Nações Unidas.
EM DETALHES
As escolas de samba são avaliadas em nove quesitos: Bateria; Samba-enredo; Harmonia; Evolução; Enredo; Alegorias e adereços; Fantasias; Comissão de frente; e Mestre-sala e Porta-bandeira.
Já o blocos da categoria especial, têm julgados cinco quesitos: Enredo; Samba-enredo; Evolução e empolgação; Bateria; e Fantasias/Alegorias e adereços.
“São os mesmo avaliadores. Mesclamos os jurados de fantasias e alegorias, que é um quesito diferente nas escolas, mas o mesmo nos blocos”, esclarece Susana.
Os jurados são escolhidos entre especialistas em dança e teatro, músicos, professores de arte, língua portuguesa e história, experts em moda, entre outros. “Se percebemos que há muita discrepância nas notas de um jurados, nem convidamos mais. Cada nome é aprovado ou vetados pelos representantes das agremiações, levando em conta as notas do ano anterior e se há ligação com algum grupo”, informa a diretora de ação cultural. “Este ano, uma escola vetou um jurado porque ele trabalha na mesma universidade que o seu carnavalesco. Foi muito honesto da parte deles”.
Mas não é fácil escolher jurados. “Procuramos indicar os nomes com bom-senso, entre especialistas. Mas como passa pelo crivo das agremiações, essa lista vai afunilando”, conclui Susana.
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