Regional

Polícia Civil esclarece 'sumiço' de encomendas dentro dos Correios

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.
Delegado Geraldo Franco Pires, da DIG de Botucatu, comanda as investigações para apurar o sumiço das encomendas

A Polícia Civil de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) esclareceu o sumiço de oito aparelhos celulares postados via Sedex de uma empresa de conserto de telefones móveis na cidade para assistência técnica em Marília. Adolescente de 17 anos, que trabalhava em uma agência dos Correios no Centro de Botucatu, confessou que violou as encomendas e furtou os celulares para revender em página na internet.

A empresa vítima dos furtos atua em Botucatu como loja autorizada de uma grande fabricante de celulares. De acordo com a Polícia Civil, o sumiço de aparelhos que seriam remetidos para conserto em uma assistência técnica em Marília foi constatado em pelo menos três ocasiões - em novembro e dezembro do ano passado e no início de janeiro desse ano.

"A empresa remeteu via sedex os aparelhos, mas, quando o destinatário recebeu as encomendas, estava faltando aparelhos em três oportunidades, em datas diferentes", revela um agente policial designado pelo delegado Geraldo Franco Pires, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), para falar sobre o caso. "Ela deu ciência à Polícia Civil e, através das investigações, chegamos ao autor".

Segundo a polícia, adolescente de 17 anos, que trabalhava como estagiário na agência dos Correios onde as encomendas foram postadas, assumiu ter violado os lacres e furtado oito celulares, avaliados pela vítima em cerca de R$ 1,3 mil cada. "Ele divulgava nas redes sociais. No página dele no Facebook tinha dois grupos de compra e venda de telefones", conta.

De acordo com o agente policial, o adolescente confessou que comercializou cada aparelho por valor que varia entre R$ 100,00 e R$ 300,00. Quatro celulares já foram recuperados e as investigações prosseguem para tentar localizar os outros quatro. Em razão de se tratar de um ato infracional de menor potencial ofensivo, o jovem prestou depoimento e foi liberado.

A Polícia Civil explica que, por envolver agência dos Correios, o caso deverá ser remetido à Justiça Federal. Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação dos Correios no Interior de São Paulo se manifestou por meio de nota. "Os Correios já estão apurando as informações e, assim que o levantamento for concluído, será enviada a resposta oficial", declarou.

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