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Filha de Cunha diz que carro deu 'PT' e pede a Moro que desbloqueie veículo

Por Mateus Coutinho, Julia Affonso e Fausto Macedo | Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

A filha do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), Danielle Dytz da Cunha alegou ao juiz Sérgio Moro que seu carro VW Tiguain sofreu uma perda total em um acidente em 3 de setembro de 2016 e, por isso, pediu o desbloqueio de transferência do veículo para que ele possa ser transferido à seguradora dela. Na prática, com o acidente, a filha do ex-deputado acabou embolsando, pelo seguro, o valor do veículo que foi bloqueado pela Justiça um mês depois.

O bloqueio da transferência de proprietário do carro foi determinado pelo juiz Sérgio Moro no dia 17 de outubro de 2016, na mesma decisão que decretou a prisão preventiva de Eduardo Cunha, detido desde 19 de outubro. A decisão do juiz da Lava Jato ocorreu após o peemedebista ser cassado por 450 votos a 10 pela Câmara dos Deputados, no dia 12 de setembro, e perder o foro privilegiado.

Na ocasião, Moro entendeu que o bloqueio, que abrange outros bens da família do ex-deputado, era necessário para evitar a dissipação de dinheiro, já que Cunha é acusado de ter beneficiado a si mesmo e a sua família por meio de propinas milionárias no esquema de corrupção na Petrobras.

Na prática, a filha do peemedebista foi ressarcida integralmente pela seguradora, mas ainda é proprietária do veículo e, por isso, a seguradora informou que ela poderá ser cobrada pelas diárias e impostos que ainda incidem sobre o carro destruído, já recolhido pela companhia de seguros.

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