Polícia

Roubos em postos durante o dia continua e proprietários 'não sabem mais o que fazer'

Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 6 min

Malavolta Jr.
Maurício Velis evitou o prejuízo porque se trancou em uma sala: "Eu gritei que estava armado"

Cada vez mais ousados, os ladrões não se intimidam nem mesmo com o movimento típico do horário comercial. Às 9h05 de ontem, dupla tentou assaltar um posto de combustíveis localizado no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Xingu, a duas quadras da Central de Polícia Judiciária (CPJ). Este é o segundo caso de roubo a este tipo de estabelecimento em pouco mais de um mês (leia mais abaixo). 

O fato acendeu alerta para o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), que busca soluções. "É uma nova ameaça, uma tendência. Creio que os criminosos vão começar a atuar durante o dia com mais frequência, pois eles não têm medo de nada e nem de ninguém", opina o diretor do Sincopetro e empresário do ramo, Edivaldo Tuschi. 

Ele revela que seu estabelecimento já sofreu dois assaltos em horário comercial. Com o caso desta segunda, a preocupação aumentou ainda mais e a categoria não enxerga, por enquanto, um meio de solucionar o problema. "Algo precisa ser feito, mas não sabemos o que fazer. Nós já cumprimos todas as medidas de segurança. Agora, iremos discutir e analisar o que pode ser feito para inibir esses crimes", finaliza.   

O posto de combustível do empresário Maurício Avilez Velis foi o mais novo alvo de ladrões à luz do dia, modalidade criminosa que ele só havia vivenciado em São Paulo, onde atuou no ramos por mais de 30 anos. "Estou com o estabelecimento em Bauru desde janeiro. Imaginava que fosse mais tranquilo por aqui", conta.

Mas a sensação de segurança foi abalada ontem logo pela manhã, quando dois homens anunciaram o assalto. "Eles abordaram a minha funcionária do lado de fora, mencionando estarem armados de revólver", relata o empresário, que só evitou o prejuízo porque se trancou numa sala. 

"Eu estava fazendo a contabilidade, quando bateram forte à porta. Disseram para eu abrir que era um roubo. Eu gritei que estava armado e então eles fugiram. Muita ousadia promover assalto às nove da manhã, com movimento na avenida e bem perto da delegacia", observa. 

'FUGIR DA ROTINA'

Maurício estima que já tenha sido roubado ao menos 40 vezes no período de mais de três décadas em que manteve posto de combustível em São Paulo. Ele reforça que uma das medidas mais importantes para evitar roubos é fugir da rotina. 

"Fazer a contabilidade em dias e horários diferentes, usar caminhos alternativos para ir até as agências bancárias. Não deixar dinheiro no cofre", elenca.

INFORMAÇÃO

PRIVILEGIADA 

Para o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), os ladrões que tentaram assaltar o posto ontem tinham informações privilegiadas. "Provavelmente, sabiam ou imaginavam que o proprietária estivesse fazendo a contabilidade do final de semana", ressalta. 

Ele diz que o roubo desta segunda e também do mês passado, ambos registrados durante o dia, são casos isolados. "Claro que é preocupante, mas a PM tem concentrado esforços com a Polícia Civil para identificar os criminosos", finaliza. 

Titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Eduardo Herrera também não enxerga uma tendência de assaltos em massa em horários comerciais. "É uma questão de oportunidade, situação econômica atual e o próprio desespero do assaltante em querer o dinheiro para alimentar o vício em drogas e pagar traficantes". 

Herrera diz ainda que é importante manter sigilo sobre informações privilegiadas, principalmente financeira do estabelecimento. 

Após ocorrência registrada na manhã de ontem, Sincopetro fala em 'nova ameaça' e voltará a discutir o problema de assaltos em horário comercial

Cada vez mais ousados, os ladrões não se intimidam nem mesmo com o movimento do horário comercial. Às 9h05 de ontem, dupla tentou assaltar um posto de combustíveis localizado no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Xingu, a duas quadras da Central de Polícia Judiciária (CPJ). Este é o segundo caso de roubo a este tipo de estabelecimento em pouco mais de um mês (leia mais abaixo). 

O fato acendeu alerta para o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), que busca soluções. "É uma nova ameaça, uma tendência. Creio que os criminosos vão começar a atuar durante o dia com mais frequência, pois eles não têm medo de nada e nem de ninguém", opina o diretor do Sincopetro e empresário do ramo, Edivaldo Tuschi. 

Ele revela que seu estabelecimento já sofreu dois assaltos em horário comercial. Com o caso desta segunda, a preocupação aumentou ainda mais e a categoria não enxerga, por enquanto, um meio de solucionar o problema. "Algo precisa ser feito, mas não sabemos o que fazer. Nós já cumprimos todas as medidas de segurança. Agora, iremos discutir e analisar o que pode ser feito para inibir esses crimes", finaliza.   

O posto de combustível do empresário Maurício Avilez Velis foi o mais novo alvo de ladrões à luz do dia, modalidade criminosa que ele só havia vivenciado em São Paulo, onde atuou no ramos por mais de 30 anos. "Estou com o estabelecimento em Bauru desde janeiro. Imaginava que fosse mais tranquilo por aqui", conta.

A sensação de segurança foi abalada ontem logo pela manhã, quando dois homens anunciaram o assalto. "Eles abordaram a minha funcionária do lado de fora, mencionando estarem armados de revólver", relata o empresário, que só evitou o prejuízo porque se trancou numa sala. 

"Eu estava fazendo a contabilidade, quando bateram forte à porta. Disseram para eu abrir que era um roubo. Eu gritei que estava armado e então eles fugiram. Muita ousadia promover assalto às 9h da manhã, com movimento na avenida e bem perto da delegacia", observa. 

'FUGIR DA ROTINA'

Maurício estima que já tenha sido roubado ao menos 40 vezes no período de mais de três décadas em que manteve posto de combustível em São Paulo. Ele reforça que uma das medidas mais importantes para evitar roubos é fugir da rotina. 

"Fazer a contabilidade em dias e horários diferentes, usar caminhos alternativos para ir até as agências bancárias. Não deixar dinheiro no cofre", elenca.

CASOS ISOLADOS?

Para o tenente-coronel Flávio Jun Kitazume, comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), os ladrões que tentaram assaltar o posto ontem tinham informações privilegiadas. "Provavelmente, sabiam ou imaginavam que o proprietária estivesse fazendo a contabilidade do final de semana", ressalta. 

Ele diz que o roubo desta segunda e também do mês passado, ambos registrados durante o dia, são casos isolados. "Claro que é preocupante, mas a PM tem concentrado esforços com a Polícia Civil para identificar os criminosos", finaliza. 

Titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Eduardo Herrera também não enxerga uma tendência de assaltos em massa em horários comerciais. "É uma questão de oportunidade, situação econômica atual e o próprio desespero do assaltante em querer o dinheiro para alimentar o vício em drogas e pagar traficantes". 

Herrera diz ainda que é importante manter sigilo sobre informações privilegiadas, principalmente as financeiras do estabelecimento. 

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