| Fotos: Flávio Fogueral/Divulgação |
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| João Mathias permaneceu de cabeça baixa durante grande parte do júri, que o declarou culpado |
Após cerca de 15 horas de julgamento, nos primeiros minutos dessa sexta-feira (24), o Tribunal do Júri de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) condenou o empresário João Alberto Mathias, de 64 anos, a 37 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos assassinatos da ex-namorada Sueli Aparecida Pereira, 38 anos, e do companheiro dela, Ademir Matias, 29 anos, ocorridos no fim de 2014. O réu poderá recorrer da sentença.
Os jurados acataram a tese da acusação de que os crimes foram cometidos por motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas. Além do duplo homicídio qualificado, Mathias foi condenado por porte ilegal de arma de fogo e resistência. A pena foi fixada pelo juiz Henrique Alves Correa Iatarola, que presidiu a sessão do júri. Segundo a sentença, o réu deve aguardar o julgamento de eventual recurso preso.
O crime, que chocou a população de Botucatu, ocorreu na tarde do dia 7 de dezembro de 2014 durante uma festa religiosa realizada no bairro Guarantã, na zona rural da cidade. Testemunhas contaram à polícia que o empresário chegou ao local e, quando viu Sueli dançando com Ademir, sacou revólver calibre 38 e disparou dois tiros - um deles à queima-roupa - na direção da cabeça do homem, que morreu no local.
A mulher tentou fugir, mas acabou sendo atingida por dois disparos, nas costas e no pescoço. Ela chegou a ser socorrida com vida após receber os primeiros atendimentos de uma enfermeira que estava na festa, mas morreu ao dar entrada no Pronto-Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC). Populares ainda tentaram impedir que Mathias deixasse o local atirando pedras em seu carro, mas ele conseguiu fugir.
Após perseguição policial, que teve início na Rodovia Domingos Sartori e seguiu por diversas ruas da cidade, o acusado colidiu o veículo contra a fachada de um estabelecimento comercial localizado na Rua João Morato da Conceição, na Vila Maria, e acabou preso em flagrante por uma equipe da Polícia Militar (PM). Na ocasião, ele alegou que havia perdido a cabeça ao descobrir que vinha sendo traído pela vítima.
