É verdade que, historicamente, a nossa Suprema Corte nunca se interessou em julgar personalidades, como exemplo, políticos com foro privilegiado! Grande parte destas ações ao longo do tempo acabou prescrita, ficando a indigesta marca, que não cicatriza, da impunidade no País! Será que, com os 111 inquéritos (incluindo os da Odebrecht) que o MinisAtério Público Federal, já enviou à Corte, nestes três anos de Operação Lava jato, o STF, vai continuar ficando de costas para os supostos crimes de corrupção praticados descaradamente pelos nossos políticos?!
Por que então, a presidente do Supremo, ministra Carmem Lúcia, para tranquilizar a sociedade brasileira, não vem a público para garantir que vai montar um esquema especial em condições de acelerar estes julgamentos?! Como de sessões extras no plenário, durante a semana, exclusivamente para julgar os políticos indiciados com foro privilegiado! E, como um gesto de boa vontade, Carmem Lúcia, poderia já marcar, antes que prescreva também, a data do julgamento do senador Renan Calheiros, que é réu por crime de peculato (desvio de dinheiro público). Não é uma boa!