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Aposentadoria: aula pública contra reforma reúne várias entidades

Cinthia Milanez
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Cinthia Milanez
Ministrada pelo advogado Carlos Alexandre de Carvalho, a aula ocorreu ontem, na Rui Barbosa

Uma única pauta conseguiu unir diversas centrais sindicais País adentro: a Reforma da Previdência. Inclusive, algumas entidades se posicionaram contra a proposta durante uma aula pública, nesse sábado (22) pela manhã, na Praça Rui Barbosa, na região central de Bauru. O evento faz parte da programação do Dia Nacional de Lutas, marcado para o próximo 28 de abril.

Diretora estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) e coordenadora da subsede da entidade em Bauru - responsável pela organização da aula pública -, Idenilde de Almeida Conceição acredita que a reforma seja um retrocesso aos direitos trabalhistas.

"Nós, professores, perderemos a aposentadoria especial, mesmo diante de todas as dificuldades que enfrentamos para trabalhar, como a superlotação das salas de aula e o descaso com a educação", acrescenta.

Idenilde preocupa-se, ainda, com a possibilidade de aumento do tempo de contribuição. "Se isso passar, os jovens terão de trabalhar a partir dos 16 anos, quando ainda estarão estudando", explica.

O sindicato, então, decidiu promover uma aula pública sobre o tema nesse sábado (22), que foi ministrada pelo representante da OAB de Bauru, Carlos Alexandre de Carvalho.

A REFORMA

Em tramitação na Câmara dos Deputados desde dezembro do ano passado, a proposta de Reforma da Previdência estabelece a idade mínima de 65 anos para todos que queiram se aposentar, com uma regra de transição aos homens acima de 50 anos e às mulheres com mais de 45.

De lá para cá, a proposta passou por algumas alterações e, agora, a idade de acesso fica diferente para as mulheres, que poderão obter a aposentadoria a partir dos 62 anos. Para os homens, continua a regra dos 65 anos.

O governo federal justifica a necessidade da reforma dizendo que a Previdência registra um rombo crescente - os gastos saltaram de 0,3% do PIB, em 1997, para projetados 2,7%, em 2017 - e que os brasileiros estão vivendo mais - a população tende a ter mais idosos e os jovens, que sustentam o regime, diminuirão.

Em função da forte resistência, no Congresso, ao texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Reforma da Previdência, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já admitiu que deve adiar a votação, inicialmente, prevista para o dia 8 de maio.

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