PRIMEIRA E NÃO A QUARTA FORÇA
O Corinthians, que faria a festa mesmo com derrota, já que podia perder para a Ponte Preta por dois gols de diferença, mostrou que é a primeira força do Campeonato Paulista, e não a quarta, como a imprensa andou dizendo. Afinal, sagrou-se campeão com méritos indiscutíveis. Com sobra, queiram ou não. Campeão pela primeira vez no Itaquerão, inaugurado em 2024, o Alvinegro do Parque São Jorge é o maior ganhador do Paulistão e não ganhava a competição desde 2013. Já a Ponte, é vice-campeã pela sétima vez - 1929, 1970, 1977, 1979, 1981 e 2008, além de 2017. Corintianos e pontepretanos reviveram a histórica decisão de 1977, quando o time da Capital encerrou um jejum de 23 anos sem título. Na tranquila final de ontem à tarde, Romero fez seu 18º gol na Arena de Itaquera. O atacante paraguaio é o maior artilheiro do novo estádio do Timão, inaugurado em 2014. Nos minutos finais a Macaca empatou mas não impanou o brilho da conquista do 28º título estadual, seis a mais do que o então bicampeão Santos e o Palmeiras. Em seguida vem o São Paulo com 21 troféus. Corinthians e Ponte Preta se enfrentaram 144 vezes ao longo da história, com 81 vitórias do Timão e 28 da Macaca, mais 34 empates.
OUTROS CAMPEÕES
O Flamengo só precisava empatar mas venceu o Fluminense de virada e conquistou 34º título do Campeonato Carioca no Maracanã. Em Minas deu Atlético, ao vencer o Cruzeiro na Arena Independência. O Novo Hamburgo sagrou-se campeão gaúcho pela primeira vez, quebrando a supremacia do Internacional, que tentava erguer o troféu pelo sétimo ano seguido. O Novo Hamburgo levou a melhor nos pênaltis. O empate com o Bahia no Barradão deu o bicampeonato baiano ao Vitória. A Chapecoense ganhou o Catarinense mesmo perdendo de 1 a 0 para o Avaí. O time de Floripa precisava ganhar de 2 a 0.
ACESSO
Mesmo com um homem a menos, a Internacional dominou, vencia o Monte Azul por 1 a 0 mas tomou o empate no fim da partida em Monte Azul Paulista. Quem vencer o jogo de volta, sábado à noite em Limeira, conquista o acesso à Série A2. Se der empate a vaga será definida nos pênaltis. No outro jogo do quadrangular final da Série A3, o Olímpia ficou em ótima situação ao vencer o Nacional em São Paulo. Na volta, domingo de manhã em Olímpia, o time da casa só precisa empatar.
REI DO ACESSO
Com os dois clubes de volta à elite do futebol paulista, o São Caetano conquistou o título da Série A2, ao vencer o Bragantino por 2 a 1, na final de anteontem no ABC. Contando com um grupo sem estrelas, o técnico bauruense Luis Carlos Martins voltou a brilhar no Azulão, onde está há quase três anos. Montou o time vice-campeão brasileiro de 2000, além de dois acessos. Por sinal, ganhou acessos com o Rio Branco de Andradas, Paraguaçuense, Noroeste, Mirassol, Barbarense e pelo menos mais de uma dezena de clubes.
PEGANDO FOGO
O Campeonato Holandês só será definido na última rodada. Ontem, o líder Feyenoord conquistaria o título se tivesse vencido, mas foi batido pelo Excelsior. Já o segundo colocado Ajax goleou o lanterna Go Eagles em Amsterdam e tem um ponto a menos que o time de Rotterdã. Domingo, o Feyenoord faz a festa se vencer o Heracles. O Ajax precisa ganhar do Willem e torcer por derrota do líder.
ROTINA
Para 'variar', o Cruzeiro continua dominando o vôlei masculino brasileiro. Ao vencer o Taubaté em BH, a equipe celeste conquistou o pentacampeonato da Superliga. Foi o quarto título seguido do Cruzeiro, campeão em 2012, 2014, 2015 e 2016, além de vice-campeão 2013 e 2011. A final de ontem pela manhã registrou o recorde de público na Superliga, com quase 14 mil torcedores no Ginásio Mineirinho.
DÁ-LHE, GOCIL
Na reta final do Novo Basquete Brasil, o Gocil/Bauru inicia contra o Pinheiros, a luta pelo título. O primeiro duelo do playoff semifinal será em São Paulo às 19h30 de hoje. Os jogos 2 e 3 acontecem na Panela de Pressão. Os jogos 4 e 5, se necessários, serão em Sampa e em Bauru. O Gocil deve avançar.
É O CARA
A grande atuação do cestinha Shamell não evitou a derrota do Mogi das Cruzes para o Vitória, no jogo 5 das quartas de final. O time baiano vai para as semifinais e o de Guerrinha cai fora do NBB. O Bauru Basket acertou em cheio na troca de treinador, porque Demétrius Ferracciú é o cara.
MEMÓRIA
Final do Brasileirão de 1977: Atlético-MG 0 x 0 São Paulo, no tempo normal e prorrogação. Nos pênaltis, 3 a 2 para o Tricolor. Árbitro: Arnaldo César Coelho. Público no Mineirão: 103 mil. Atlético: João Leite; Alves, Márcio, Vantuir e Valdemir; Cerezo, Ângelo e Marcelo (Paulo Isidoro); Serginho, Caio (Joãozinho e Ziza. Técnico: Barbatana. São Paulo: Valdir Peres; Getúlio, Tecão, Bezerra e Antenor; Chicão, Teodoro (Peres) e Darío Pereyra; Viana (Neca), Mirandinha e Zé Sérgio: Técnico: Rubens Minelli.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Felinto, Papelão, Lambari e Zebu, o comandante do Comercial.