| Fotos: Douglas Reis |
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| O bispo de Bauru, dom Caetano Ferrari, junto com o recém-nomeado bispo auxiliar de Niterói, Luiz Antônio Lopes Ricci |
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| Luiz Antônio Lopes Ricci será ordenado bispo no próximo dia 16 de julho, às 15h, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, em Bauru |
Ao saber que seria nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de Niterói, a primeira imagem a despontar para o bauruense Luiz Antônio Lopes Ricci foi a ponte Rio-Niterói. Não por acaso, ele pretende colaborar para "ligar" as pessoas a Deus, quando estiver trabalhando no município fluminense. O primeiro religioso da cidade a ser declarado bispo fez a afirmação em entrevista coletiva, realizada na Cúria Diocesana de Bauru, na manhã dessa quarta-feira (10).
Ricci, que completará 51 anos na próxima terça-feira, acrescenta que será um desafio e tanto, principalmente porque a Diocese de Niterói possui 2,5 milhões de habitantes, ou seja, é cinco vezes maior do que a Arquidiocese a qual pertence Bauru. "O coração veio à boca e pensei na ponte Rio-Niterói. Pretendo 'construir pontes', por meio da Palavra de Deus", revela.
O religioso intenciona, ainda, colaborar para "ligar" as pessoas a Deus e a elas mesmas, através da fé, do amor e da fraternidade. Ricci permanecerá em Bauru até a sua ordenação episcopal, que está agendada para o próximo dia 16 de julho, às 15h, no Santuário do Sagrado Coração de Jesus, em Bauru.
Na ocasião, estarão presentes o bispo da Diocese de Bauru, dom Caetano Ferrari; seu antecessor, dom Luiz Antônio Guedes; e o arcebispo de Niterói, dom José Francisco. A partida do religioso a Niterói ocorrerá em agosto, porém, o dia ainda não está definido.
Enquanto isso, Ricci permanece à frente da Paróquia de São Cristóvão, em Bauru, e mantém as atribuições na Faculdade João Paulo II (Fajopa), em Marília. Monsenhor desde a sua nomeação como bipo, Ricci completará 20 anos de sacerdócio, no próximo dia 10 de julho.
GRATIDÃO
Apenas à frente da Paróquia de São Cristóvão, em Bauru, está há nove anos. Aos fiéis, ele agradece o carinho e revela que não foi fácil tomar a decisão de deixar a terra natal.
Em uma carta divulgada à imprensa, destaca que ficou surpreso com a nomeação, "acolhida com gratidão e confiança, após intenso e sofrido discernimento (...) foi pela fé e confiança em Deus que decidi querer o que Deus quer para mim".
Padrinho
O bispo de Bauru dom Caetano Ferrari pode ser considerado padrinho de Luiz Antônio Lopes Ricci. "Em 2014, celebramos o Jubileu de Ouro da Diocese de Bauru e sempre desejamos que um dos nossos 60 padres recebesse a nomeação", observa o bispo de Bauru. Ele, então, fez a solicitação ao Vaticano, que foi contemplada com a nomeação do pároco da São Cristóvão.
Do Calçadão da Batista ao bispado
Pároco da Paróquia de São Cristóvão, Ricci completará 51 anos no próximo dia 16. O religioso é diretor e professor de ética teológica e bioética, na Faculdade João Paulo II (Fajopa), em Marília. Ele tem mestrado e doutorado em teologia moral, pela Pontifícia Universidade Lateranense - Academia Alfonsiana de Roma, e pós-doutorado em bioética, pelo Centro Universitário São Camilo, em São Paulo.
Inclusive, sua última pesquisa acaba de ser publicada pela Editora Paulus, que gerou o livro "A morte social: mistanásia e bioética". Conforme o JC já noticiou, a obra será lançada hoje, às 19h15, no Auditório João Paulo II, da Universidade do Sagrado Coração (USC), que fica na rua Irmã Arminda, 10-50, no Jardim Brasil, em Bauru.
Antes de entrar para o seminário, em 1989, o monsenhor trabalhou no comércio de Bauru, aos 14 anos, vendendo sapatos no Calçadão da Batista de Carvalho. Em 10 de julho de 1997, ordenou-se padre, em Bauru, mas já atuou em Cabrália Paulista, Paulistânia e Piratininga.
Atualmente, Ricci é visto como um líder religioso envolvido com a comunidade, seja diante de cenários agradáveis ou difíceis. Também é considerado acessível, generoso, afetuoso e compreensivo. Por conta do perfil, há tempos, os católicos o incluíram na lista de candidatos a bispo.
Sinais de Deus: Dia das Mães e aparições de Fátima
O agora monsenhor Luiz Antônio Lopes Ricci contou em entrevista coletiva que recebeu a notícia sobre sua nomeação no dia 24 de abril. "Percebi os sinais de Deus, que me ajudaram a dar um 'sim' generoso. Um deles foi o mês em que me tornei bispo (maio), no qual se celebra o Dia das Mães e as aparições de Nossa Senhora de Fátima", pontua.
Ricci alega também que sentiu-se honrado em ser nomeado bispo durante o pontificado do papa Francisco. "O papa é bastante querido e espero que, assim como ele, consiga deixar um legado positivo. Enfim, peço que rezem por mim", finaliza.
Outros dois bispos
Além do padre Ricci, outros dois novos bispos para o Brasil foram nomeados nessa quarta-feira (10). São eles: o padre André Vital Félix da Silva, para a Diocese de Limoeiro do Norte (CE); e o padre Jacy Diniz Rocha para a Diocese de São Luiz de Cáceres (MT).
Você sabia?
O papa Francisco atendeu a um pedido específico do arcebispo de Niterói, dom José Francisco Rezende Dias, de ter um bispo auxiliar e, assim, o padre Ricci foi o escolhido.

