| Aceituno Jr. |
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| Segundo a secretária Letícia Kirchner, sem áreas da União, fase 3 do Minha Casa Minha Vida não chegará ao município |
A secretária municipal de Planejamento (Seplan), Letícia Kirchner, esteve em Brasília para requerer cerca de 20 áreas da União que estão ociosas e dentro ou próximas ao perímetro urbano de Bauru. Além de destiná-las à instalação de dois parques urbanos lineares e para o desenvolvimento de atividades institucionais, a intenção é de que tais áreas sirvam para habitações de interesse social, fazendo com que a cidade não fique de fora da fase 3 do Minha Casa Minha Vida.
Na última terça-feira (30) Letícia participou de reuniões com representantes do Ministério das Cidades e, ontem, iria se encontrar com o titular da pasta, Bruno Araújo, e com o secretário do Patrimônio da União, Sidrack Correia. No final do dia, retornaria a Bauru.
A titular da Seplan explica que a doação das áreas pela União, hoje, é fundamental para garantir a continuidade do Minha Casa Minha Vida em Bauru. Em sua fase 3, o programa não deve contemplar a cidade, que já foi beneficiada com um número significativo de moradias nas duas primeiras etapas.
A exceção instituída por uma portaria de 2017, porém, pode ser o único caminho para alterar esta perspectiva. "Esta portaria limita o fornecimento de recursos para municípios como Bauru, mas permite que sejam liberados se estas habitações forem construídas em áreas da União. Até então, vínhamos cedendo terrenos municipais, mas, agora, com esta mudança, obter estas áreas federais se tornou uma necessidade", frisa, salientando que ainda há déficit habitacional na cidade.
PARQUES
Outros terrenos visados pela prefeitura podem ser destinados ao assentamento de famílias integrantes de movimentos sem terra. Mas a secretária faz questão de destacar que os beneficiados serão aqueles já previamente identificadas nos cadastros municipais. "A intenção é atender o déficit já mapeado", reforça.
Há, também, a intenção de promover a recuperação ambiental de duas áreas de fundo de vale para a criação de parques na região do Parque das Nações e Núcleo Mary Dota. Terrenos menores existentes na área urbana, sobre os quais a União não tenha interesse, poderão ser utilizados para fins institucionais, como, por exemplo, a construção de centros comunitários.
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