| Samantha Ciuffa |
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| Luiz Cláudio Massa diz que oito pessoas vão continuar na cadeia |
A Justiça de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) concordou em manter oito pessoas presas preventivamente das 13 pessoas envolvidas com uma quadrilha que aplicava golpes pela Internet, desarticulada pela Polícia Civil no dia 31 de maio. Após anunciar a venda de eletrônicos em um site de compras, os estelionatários utilizavam contas correntes de "laranjas" para receber pelos produtos, que não eram entregues. Na região, pelo menos 111 ocorrências estão relacionadas ao grupo criminoso. Pelo menos 13 pessoas foram presas temporariamente por associação criminosa.
A operação visou ao cumprimento de 13 mandados de prisão e 15 de condução coercitiva nas cidades de Lençóis Paulista, Bauru e Macatuba.
O delegado Luiz Cláudio Massa ressalta que das 13 pessoas que tiveram a prisão temporária decretada cinco foram liberadas, porque colaboraram com as investigações. Há 27 pessoas envolvidas que vão ser denunciadas por formação de quadrilha, associação criminosa e estelionato. "As outras oito vão continuar presas preventivamente até o final do processo", informou o delegado.
De acordo com ele, algumas das 27 pessoas que emprestaram a conta corrente para o golpe estão dispostas a ressarcir as pessoas que tiveram prejuízos. Os advogados delas procuraram a delegacia informando que estão dispostas a devolver as quantias mesmo aquelas que não ficaram com todo o dinheiro, já que elas ficavam de posse de pequenas quantias. "Eles pediram que nós fizessemos contato com as vítimas para que forneçam contas bancárias para que devolvam as quantias que foram apropriadas. A gente fica feliz, porque as vítimas vão ser ressarcidas e isso é o que mais importa para elas", disse o delegado.
Massa explica que a quadrilha anunciava produtos como iPhones, drones e videogames em um conhecido site de compras usando o nome fictício de uma mulher. Com o objetivo de dar credibilidade à transação, o grupo estampava nos anúncios fotos de carros de luxo. Para concretizar a venda, eram disponibilizadas contas correntes "emprestadas" por correntistas aliciados pelos criminosos.
