| Caio Casagrande/Bauru Basket |
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| A torcida vai lotar 11 ônibus que sairão de Bauru com destino a Araraquara, oferecidos pela equipe e apoiadores |
O campeão do Novo Basquete Brasil (NBB) 2016/17 será conhecido hoje. Gocil/Bauru e Paulistano disputam, a partir das 14h30, o último jogo da série melhor de cinco jogos da final da competição, que está empatada em 2 a 2. Este é o último confronto e, portanto, quem vencer fica com o título do Nacional. Pela primeira vez um clube paulista será o campeão do NBB, pois antes apenas Flamengo e Brasília haviam vencido.
O resultado, seja qual for, também marcará o fim de um "jejum" paulista que já dura 14 anos, pois o último time do Estado a ganhar um Nacional foi o COC, de Ribeirão Preto, em 2003, ainda na gestão da CBB. O outro clube paulista a vencer o Nacional neste século foi justamente o Bauru, com o Tilibra/Copimax, em 2002, ocasião em que também ocorreu a última final paulista, que se repete agora.
Na época, o adversário bauruense foi o Araraquara, cidade que, curiosamente, recebe a partida de hoje. Apesar do mando em quadra neutra, por determinação da Liga Nacional de Basquete (LNB), o clima estará totalmente a favor do Bauru: a torcida do Dragão esgotou os 4 mil ingressos colocados à venda em menos de uma hora, na quarta-feira.
Campeão de tudo o que disputou desde a retomada do projeto - Paulista, Sul-Americana e Liga das Américas - falta apenas o NBB para a galeria do Bauru ficar completa. Além de representar o primeiro título brasileiro na "era NBB" e o bicampeonato para a cidade, que se somaria ao título do Tilibra de 2002, o Dragão quer mostrar que pode sair vitorioso de uma final nacional, pois nos dois anos anteriores perdeu para o Flamengo na decisão. Os dois finalistas - Bauru e Paulistano - já estão garantidos na Liga das Américas de 2018, bastando que a Fiba reconsidere a punição dada no fim do ano passado para a CBB.
AJUSTES
Apesar dos adversários se conhecerem bem, uma vez que se enfrentaram quatro vezes em 20 dias, o técnico Demétrius Ferracciú lembra que sempre existem ajustes a fazer. "Tem algumas coisas sim, até porque teve uma semana inteira entre um jogo e outro. E são os detalhes que vão fazer a diferença na final, um jogador que vem do banco e se torna elemento surpresa, uma tomada de decisão importante", afirma.
"Para nós, é um desafio grande, é o resumo de uma temporada inteira. As pessoas vão avaliar por um jogo, se você vence, tudo foi bom, se perde, não. Então a diferença da vitória e da derrota no esporte de alto nível é muito pequena. A gente sabe da importância de um título, para a cidade que nos apoiou sempre", completa o treinador.
MOTIVAÇÃO
A forma como Bauru perdeu em 2016, com várias críticas à arbitragem, motiva o elenco a sair com o título deste vez. "É uma final de campeonato, e tudo isso vai nos motivar mais ainda, e a gente vem de duas vitórias seguidas agora, isso também é um fator positivo. Todos vão se entregar de corpo e alma para sair com a vitória, se superar para sair com o resultado positivo", resume.
O técnico também vê o elenco mais maduro em comparação com o ano anterior. "A gente estava muito desgastado mentalmente no ano passado e não conseguiu reverter isso no jogo final. Dessa vez, a gente sabe que é um tudo ou nada, mas trabalhamos bem essa semana, mantendo o foco no jogo e sabendo que o treinamento pode fazer a diferença nessa decisão de campeonato", conclui.
APOIO
O Gocil/Bauru contará com o ginásio Gigantão, em Araraquara, praticamente todo a seu favor. A diretoria disponibilizou 4 mil ingressos, que foram comercializados em menos de uma hora, na venda física, e em apenas três minutos, na venda online, na última quarta-feira. A torcida também vai lotar 11 ônibus que sairão de Bauru com destino a Araraquara, oferecidos pela equipe e apoiadores. O jogo começa às 14h30 e terá transmissão ao vivo da TV Band e do canal pago SporTV 2, além da webrádio Jornada Esportiva/Rádio Auri-Verde. Nesse domingo (18), o JC traz a cobertura completa, com todos os detalhes da decisão e a repercussão da final, diretamente do local da partida.
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PAI QUASE PENTA
Armador Gegê busca ser o primeiro a conquistar cinco títulos consecutivos do NBB e aguarda nascimento da filha a qualquer momento
| Malavolta Jr. |
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| Gegê pode ter comemoração dupla pelo título do NBB e chegada da filha |
O armador Gegê vive uma situação especial no jogo de hoje, que vale o título do NBB 2016/17. O jogador pode se tornar o primeiro pentacampeão consecutivo do NBB, pois esteve presente nos quatro títulos do Flamengo entre 2013 e 2016. Nesta temporada, veio para Bauru e quer repetir o feito agora com a camisa do Dragão. Além disso, o armador ainda vive a ansiedade de ser pai pela primeira vez. Sua esposa está grávida e sua filha pode nascer a qualquer momento.
"Acredito que todo profissional tem o sonho de ser campeão, e no caso buscar esses cinco títulos seguidos. Acho que só de ter a chance já é algo a ser enaltecido, então fico muito feliz, quero soltar esse grito que a torcida de Bauru espera tanto para soltar. Já estive 'do outro lado', quando era do Flamengo, e sei o quanto a torcida aqui espera esse título", aponta. "Não estamos falando só de um time, é uma cidade. Quando estava no Flamengo, a cobrança era grande, por ser um time de futebol, e aqui também, pois a cidade gosta de basquete, e espero ajudar a equipe dessa vez", menciona.
Sobre a paternidade que está perto de acontecer, Gegê diz que isso não vai interferir em seu desempenho. "A minha princesinha está por vir, e tudo está sendo tão perfeito que ela está esperando o momento certo de vir, a gente fica muito feliz e ansioso para a final e para ser pai. Mas caso o nascimento seja perto da final, vou jogar normalmente, ela será uma alegria e quem sabe a comemoração de outro grande momento", conclui.
O técnico Demétrius Ferracciú deu liberdade ao atleta para decidir se atua ou não na final, caso o nascimento ocorra perto da partida. "Se ele achar que tem que ir, ele vai para o jogo, se achar que não deve, não vai, é uma decisão dele. O importante é o jogador se sentir bem", afirma o treinador. Gegê, contudo, já garantiu que vai participar do jogo decisivo.
Defesa?
Eleito o melhor defensor de todas as oito edições anteriores do NBB, o ala Alex Garcia reconhece que este fundamento pode ser decisivo hoje. “A parte defensiva é tudo, ainda mais em um quinto jogo. Todos precisam saber do seu posicionamento defensivo e se comunicar em quadra. Foi a defesa que fez a diferença para a gente até aqui”, explica. “O jogador para defender bem precisa gostar. Na nossa cultura, só se reconhece quem pontua. O que faz 30 pontos é o bom, e o que não deixa o adversário marcar os mesmos 30 pontos não tem valor, e eu já penso diferente, esse jogador que evitou os pontos do adversário tem um papel tão importante quanto aquele que atua mais no ataque. Eu procuro estudar os adversários antes dos jogos para fazer a marcação”, menciona.
O capitão do Bauru Basket evita qualquer euforia que possa vir da torcida. “A euforia tem que ser do torcedor, a gente está trabalhando e focado na final, com os pés no chão. Buscamos a série, mas só dois jogos não são suficientes, precisa vencer o terceiro”, acrescenta. “A gente sempre confiou no nosso trabalho desde o começo”, completa. Alex concorre novamente como melhor defensor do NBB, e ainda como melhor ala para a seleção do campeonato e ainda para MVP (melhor atleta/mais valioso). Jefferson também é candidato a MVP. O elenco bauruense tem outros concorrentes a premiações individuais do NBB, casos de Jefferson como melhor pivô e Gui Deodato como sexto homem. Os vencedores serão revelados na semana seguinte à final.

