| Malavolta Jr |
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| Professores Edmar Oga da Silva e Francisco de Paula da Silva Mariano, além de Osmar Brito, querem abrir uma ampla discussão sobre vários aspectos da educação junto à categoria |
Professores que participaram pela chapa 2 das eleições da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), realizada no final de maio, lançarão mão de um abaixo-assinado junto à categoria para exigir a recontagem de votos e, caso haja constatação de falta de lisura, novo pleito. Eventuais problemas dessa natureza foram descartados pelas outros dois grupos concorrentes.
Além da 2, o processo eleitoral contou, na ocasião, com outras duas chapas. A 1 era situação e a 3 foi vitoriosa, conforme a reportagem apurou. Segundo o professor Edmar Oga da Silva, diante de suspeitas de cédulas ‘clandestinas’ aventadas por colegas, a chapa 2 pediu a recontagem dos votos à comissão eleitoral - formada por três membros da chapa 1 e dois da chapa 3, sendo o representante da chapa 2, suplente.
A solicitação foi feita dentro do prazo determinado e aprovada na cidade, informa Edmar, membro da chapa 2. Mas de acordo com ele, já fora do tempo limite, a chapa 3 entrou com recurso contra a recontagem dos votos à comissão eleitoral da Apeoesp em São Paulo que, não apenas aceitou seus argumentos, como também encerrou o processo eleitoral reiterando como vitoriosa a chapa 3.
No entanto, a professora Maria José de Oliveira Santos, que era da chapa 1 e membro da comissão eleitoral, garante que não houve recurso fora de prazo por parte da chapa 3. Já a Apeoesp/SP, por meio de nota, explicou que comissão eleitoral regional de Bauru decidiu recontar os votos e comunicou à comissão eleitoral estadual.
“Não se trata, portanto, de um recurso. Assim, a comissão estadual tomou conhecimento do fato e devolveu o assunto à subsede de Bauru. A comissão eleitoral regional agendou a recontagem dos votos, mas na ocasião decidiu-se não mais realizar a recontagem. Desta decisão de não realizar nova apuração, houve um único recurso, que a comissão eleitoral regional indeferiu por não haver fundamento regimental para seu acolhimento, uma vez que a própria comissão eleitoral regional possui autonomia para decidir a questão”, conclui a nota.
URNAS
Tanto Edmar quanto o professor Francisco de Paula da Silva Mariano (também da chapa 2) ainda destacam que ainda houve problemas com urnas: elas não teriam passado em algumas escolas. A informação foi negada pelo professor Marcos Chagas, que concorreu pela chapa 3 e atualmente é coordenador da subsede de Bauru da Apeoesp.
Chagas informa que as urnas passaram nos dois períodos nas escolas, talvez em horários que nem todos os professores estivessem, e acrescentou que cada uma delas tem sua própria ata. Também foram instaladas urnas fixas para quem tivesse dificuldade em votar nas escolas. Ele ainda reitera que a comissão eleitoral de São Paulo, hierarquicamente acima da de Bauru, que determinou o encerramento do processo eleitoral.
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Outras discussões
A partir do abaixo-assinado, os professores da chapa 2 aproveitarão a oportunidade para discutir com a categoria a situação da educação pública. “Vamos chamar a categoria a lutar contra o golpe de estado no País, que precariza ainda mais a educação e ainda abre as portas para as reformas (como a trabalhista e a da Previdência). Há uma ausência dessa temática na chapa 3”, explica Osmar Brito, do Comitê de Luta pela Educação Pública de Qualidade (do PCO e simpatizantes).
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