Em casamento com os novos ajustes, dos novos tempos, vem aí novamente as privatizações das empresas estatais. No Brasil, não poderia ser diferente, já que muitos defendem estas como cura certa, também para muitos males e dentre eles o de sete cabeças, conhecido também por corrupção.
Fica difícil, mediante este pesado argumento, fazer a defesa pela continuação das empresas que pertencem ao governo. Mesmo que minha defesa possa ser vista com desconfiança, por pertencer a uma dessas empresas, não posso me omitir, se temos esse canal democrático da Tribuna do Leitor para fazê-lo. Primeiro, por ser meu pão e dos meus filhos, já foi escrito há muito e não teria como negar que temos que pensar primeiro nos nossos, fato que não poderia ser chamado de egoísmo.
O economista Reinaldo Cafeo, na sua coluna de ontem, com olhar técnico, discorreu sobre as benesses das privatizações, citando exemplos da boa privatização e da má, que também não teriam como serem por mim negados. Não sei de números, mas sei que com ele irá a maioria da população brasileira, menos os milhares de funcionários públicos que lutaram, muitos a vida toda, por um lugar que lhes desse segurança, também para seus familiares, é claro. Mesmo porque, o pensamento da maioria é por uma nivelação por baixo dos empregos. Engano tolo, mesmo que seja tendência mundial, os vínculos empregatícios estão pelo seu fim, vide novas leis a serem aprovadas como as terceirizações, onde os empregados verão seus poucos direitos, como já o são na iniciativa privada, diminuídos. Isso seria bom para quem? Mesmo sabendo-se agora que a ex-dama de ferro (Tatcher) privatizou na Inglaterra, digo que o que é bom para Aninha pode não ser para sua vizinha.
Aproveitando e não querendo abusar da paciência do leitor que se propôs a ler, gostaria ainda de aqui expor um "drama trabalhista", onde um dos, se não o maior empresário bauruense, está nos propondo, dispensando minha esposa do emprego de mais de sete anos com a justificativa absurda de abandono de emprego, funcionária tida como exemplar. Depois de tramitar o caso por Bauru, seguiu para Campinas e agora em Brasília, sabe-se lá agora quando será dado um novo parecer para o caso e, pior, para qual dos lados.
Oxalá não venha agora a DHL (empresa internacional de correio expresso), não venha nos entregar uma caixinha de ilusões e depois levar o meu (nosso) pão. Rezemos!