Tribuna do Leitor

Que tal fazermos de Bauru uma cidade menos desigual?

Denise Berriel Joaquim Taveira
| Tempo de leitura: 2 min

O JC deste 30 de agosto trouxe, na página 2, um texto da executiva do PSDB de Bauru, que critica a proposta do projeto habitacional do prefeito Gazzetta. Um dos pontos mais criticados refere-se à questão da permuta de uma área da prefeitura, no distrito industrial IV, com investidores que se comprometam a construir casas para famílias bauruenses com renda entre 1 e 3 salários mínimos.

Pensei com meus botões... Administrar na base da permuta não é exatamente o que a "menina dos olhos" do PSDB, o prefeito João Dória, faz? Não foi lá que se permutou uma área nobre na marginal Pinheiros (que era da prefeitura) por outra na região da Augusta? E sem processo de concorrência, inclusive.

Lembrando que a área adquirida pela Prefeitura de São Paulo é de preservação ambiental e de baixíssimo potencial imobiliário e a área da Marginal Pinheiros de alto valor imobiliário para a construção de unidades comerciais de alto padrão. O que vejo de diferente nisso é que, na "nossa" permuta, o objetivo é o de ajudar os mais carentes. E, pra mim, esse é o ponto mais positivo!

Cidadãos bauruenses sem teto, sejam moradores de favelas ou assentamentos, em sua maioria, trabalham, pagam impostos e ajudam a desenvolver nosso município e, por isso, se credenciam a receber algo em troca da cidade. Temos que deixar de lado o preconceito... estas pessoas trabalham, sim!

Um exemplo é o do bailarino Marcos Vinicius Arantes, morador de um assentamento rural da região e que hoje representa nossa terrinha numa companhia de balé do Canadá; começou aqui, com o Sivaldo Camargo, na Cia. Estável de Dança.

Quando conhecemos uma estória como a do Marcos, contada nos jornais e TV, nos emocionamos, não é mesmo? Então, vamos nos olhar com mais humanidade! Que tal deixarmos a política e preconceito de lado e nos dedicarmos a fazer de Bauru uma cidade mais justa e menos desigual?

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