Geral

Empresa júnior da Unesp atua na regularização de imóveis em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Samantha Ciuffa
Renan Nishimoto, Amanda Casagrande, Kamila Toyota e Thuany Gibertini auxiliam moradores e donos de pequenos negócios

Em meio a aulas, prazos para a entrega de trabalhos e horas dedicadas à preparação para provas, alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru encontraram tempo para o voluntariado. Por meio de uma empresa júnior, eles passaram a oferecer a moradores de baixa renda a oportunidade de regularização de residências e comércios a preços acessíveis, ao mesmo tempo em que adquirem conhecimento sobre a realidade de mercado.

Sempre supervisionados por professores, o grupo executa os projetos para atualização das plantas junto à prefeitura, que são previamente aprovados por engenheiros parceiros - normalmente ex-alunos da universidade. "Na maior parte dos casos, são imóveis que passaram por alguma ampliação, o famoso puxadinho. E a necessidade de regularização surge, principalmente, quando há intenção de venda ou transmissão de herança", explica Kamila Midori Toyota, 24 anos, estudante de engenharia civil e trainee do escritório de projetos civis da empresa.

O serviço é apenas um entre inúmeros oferecidos pela empresa, chamada Pro Jr. Ele foi idealizado em razão da lei municipal, em vigor desde o ano passado, que oferece facilidades e estabelece prazo até junho de 2018 para que os munícipes regularizem seus imóveis.

"Ao final deste prazo, as regras ficam mais rígidas e quem não se adequou ficará sujeito à multa. Então, há um interesse crescente pela regularização e, hoje, este é o nosso serviço mais consolidado", acrescenta.

Presidente da Pro Jr, o estudante de engenharia civil Renan Nishimoto, 21 anos, conta que, em uma notícia do Jornal da Cidade na época da criação da lei, o grupo descobriu que Bauru contabilizava mais de 30 mil imóveis irregulares. De olho nesta demanda, formataram o serviço de regularização, que já atendeu aproximadamente 20 clientes em pouco mais de um ano.

MENOR PREÇO

Segundo Renan, não é possível precisar o percentual de desconto oferecido pela empresa em relação à "concorrência". Mas ele garante que nenhum outro preço praticado na cidade é menor que o deles.

"A cobrança, mesmo que de baixas quantias, é uma forma de proporcionar ao grupo a ambiência completa da realidade de mercado. Mas todo faturamento é destinado à manutenção da empresa e ao investimento em capacitação e treinamento dos nossos membros", destaca.

A empresa júnior executa projetos e presta consultoria não apenas em engenharia civil, mas também em engenharia de produção, mecânica e elétrica, além de arquitetura. Criada há 25 anos, conta, hoje, com a atuação voluntária de 44 alunos dos cursos de engenharia, arquitetura, design, jornalismo e relações públicas.

"Trabalhamos com muitos projetos voltados, também, a micro e pequenas empresas, como pesquisas de mercado e desenvolvimento de aplicativos, o que contribui para o crescimento destes comércios e, por consequência, para a economia da cidade como um todo", observa Thuany Gibertini, 20 anos, estudante de jornalismo e trainee de comunicação da Pro Jr.

Além de oferecer uma alternativa mais barata para que moradores e comerciantes possam ter acesso a serviços que, normalmente, têm custo elevado, o objetivo da iniciativa é melhor preparar os alunos o mercado, além de formar profissionais com visão mais humanista.

SERVIÇO

Para entrar em contato com a Pro Jr, o telefone é o (14) 3103-6463 e o site, https://www.projunior.com.br. No Facebook, o grupo mantém a página "Pro Junior Bauru". Mediante agendamento prévio, o atendimento é realizado das 9h às 19h na sede da empresa, que fica ao lado da cantina das engenharias, com acesso pela portaria 2 do câmpus da Unesp.

Comentários

Comentários