| Divulgação |
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| Prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) entrega o Plano Plurianual ao presidente do Legislativo, Sandro Bussola (PDT); na foto também os vereadores Markinho Souza (PP), Roger Barude (PPS), Ricardo Cabelo (PPS) e Miltinho Sardin (PTB), além do secretário Everson Demarchi |
A Prefeitura de Bauru entregou o Plano Plurianual (PPA) 2018-2021 à Câmara Municipal, que analisará o documento nas próximas semanas. O texto precisa ser votado e aprovado, pois é a base que norteará os próximos quatro orçamentos municipais. Entre os grandes investimentos previstos, estão a macrodrenagem na avenida Nações Unidas e a construção da Arena Poliesportiva, mas ambos dependem de aporte externo de recursos (do Estado ou da União).
Também faz parte do PPA o início da Parceria Público-Privada (PPA) para a destinação final do lixo, a construção e reformas de escolas, bosques e praças. Na administração indireta, a meta mais ousada é a reforma da Estação de Tratamento de Esgoto (ETA), prevista para começar já em 2018 e com término em 2022.
Apenas no período da PPA, o investimento é estimado em R$ 30,5 milhões. Ainda no Departamento de Água e Esgoto (DAE), o planejamento prevê a construção de novo ponto de captação no Rio Batalha, orçado em R$ 40 milhões, além da setorização e mais investimento em reservação.
Todos os investimentos da autarquia, em princípio, dependerão de recursos próprios, mas o governo municipal também tenta captar verbas estaduais e federais para as obras de maior porte. Na Emdurb, a renovação da frota é o grande desafio, especialmente para a coleta de lixo orgânico e para o Grupo de Operações de Trânsito (GOT).
Já a Funprev tentará construir uma sede própria, pois atualmente paga aluguel de R$ 13 mil mensais - já existe um terreno com essa finalidade. E a Cohab tem como grande meta a redução do custo com folha e despesas gerais e, principalmente, a renegociação de débitos com a Caixa Econômica Federal. A dívida estimada da companhia habitacional é superior a R$ 1,1 bilhão.
PICOS
O orçamento do município em 2018 é estimado em R$ 1,4 bilhão, já considerando as aplicações da Funprev. Para 2019, o governo espera o pico de recursos, com R$ 1,6 bilhão. No ano seguinte, o valor é de R$ 1,5 bilhão, retornando ao patamar atual em 2021. Isso é explicado pelo secretário de Finanças, Everson Demarchi, pela conclusão das obras do PAC Asfalto e da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Vargem Limpa, que recebem verba federal.
O custo da arena poliesportiva, também com recursos de fora, é outro fator que impulsiona, além do plano de macrodrenagem da avenida Nações Unidas, orçado inicialmente em R$ 320 milhões.
O prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) considera o PPA dentro da realidade, e que, na prática, contempla boa parte de seu plano de governo, divulgado na campanha eleitoral de 2016. Os investimentos de maior porte dos governos estadual e federal, mesmo não estando certos, precisam constar no PPA, lembra o chefe do Executivo, até para que o município tenha condição de pleitear essas verbas nos próximos anos.
Abaixo, as prioridades definidas por cada setor para os próximos quatro anos. Os dados foram apresentados em audiências públicas realizadas no final de agosto, que o JC acompanhou. As reuniões foram comandadas pela vereadora Chiara Ranieri (DEM), presidente da Comissão Interpartidária da Câmara Municipal.
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