Polícia

Vidro de carro ajuda polícia a esclarecer homicídio brutal

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), esclareceu o brutal assassinato de Cristiano de Paula, 21 anos, ocorrido no mês passado, no Parque Real (região da Vila Dutra). Na ocasião, a vítima foi morta a tiros e pedradas. Três pessoas foram presas e um quarto acusado foi identificado. Um vidro de carro achado na cena do homicídio foi peça fundamental nas investigações.

Conforme o JC noticiou, o crime que tirou a vida do ex-presidiário ocorreu na noite do dia 10 de agosto na quadra 3 da rua Tamoios. "Em diligências no local logo após o crime, policiais da DIG obtiveram informações que a vítima estaria sendo seguida pelos agressores, que usaram um veículo de cor escura e armaram uma emboscada. Cristiano foi então retirado à força do veículo em que estava e colocado no porta-malas desse carro, que seria usado para levá- lo para ser morto em outro local", relata Marcelo Firmino, delegado da DIG.

A vítima conseguiu chutar o vidro do carro, que caiu e ficou no local. Tentando fugir, Cristiano, contudo, foi atingido por tijoladas na cabeça e tiros.

As investigações levaram os policiais até Guilherme Ribeiro da Silva, 25 anos, que estava em posse de um Ford Fiesta cinza escuro. Além de marcas de tiro, o carro tinha o mesmo chassi do vidro encontrado na cena do crime, comprovando sua participação na ocorrência.

MAIS PRESOS

A prisão de Guilherme ocorreu no último dia 25 e a identificação dos demais acusados foi apenas questão de tempo. "As diligências apontaram os demais participantes: Alison Gustavo do Nascimento, vulgo "Irmão X1", "Sem Nome" ou "Tio Patinhas"; e Lionel Luciano Prado Borges, de apelido "Irmão Bruno" ou "Lion", ambos integrantes de facção criminosa que age dentro e fora dos presídios de São Paulo. Também foi identificada mais uma pessoa", revela o delegado, complementando que o motivo do crime seria exatamente por conta de dívidas da vítima com tal facção criminosa.

Todos tiveram suas prisões temporárias decretadas judicialmente e, ontem, os policiais da DIG, com apoio da Dise, conseguiram prender Alison e Lionel no Fortunato Rocha Lima.

"Os capturados, informalmente interrogados, negaram qualquer participação no delito e até mesmo serem integrantes de facção criminosa. As diligências prosseguem para a captura do quarto homicida", conclui Marcelo Firmino.

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