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1 ano do Super Chico

Adham Marin, Especial ao JC
| Tempo de leitura: 7 min

Arquivo pessoal
Francisco, devidamente uniformizado de super-herói

Ele tinha 30 semanas quando resolveu sair do conforto e da proteção do ventre para desembarcar nesse mundo, bem antes do esperado para a maioria das gestações. E é assim mesmo que começam todas as sagas de super-heróis: um ser comum é chamado à missão especial hesita no primeiro momento, mas aceita a lida, que resulta em uma transformação, prêmio ou tesouro.

Não poderia ser diferente com o Super Chico, personagem bauruense atribuído ao pequeno Francisco Guedes Bombini bem antes dele entender qualquer coisa sobre narrativas de super-herói. A ideia foi da mãe, a advogada Daniela Guedes Bombini, 43 anos, quando o pequeno ainda era interno da UTI neonatal do hospital da Unimed, em Bauru, primeira paragem de sua missão e local no qual passou os primeiros seis meses de sua vida.

Francisco, acompanhado dos pais, também vestidos de "supermans" fez sucesso no Instagram da mãe, que recebeu e continua recebendo diversas manifestações de afeto. "A gente queria dar força para ele, mostrar que ele havia nascido em uma família de muito amor. Ele tinha que saber desde cedo tudo isso. Além de tentar manter o astral sempre alto, apesar de todo o ambiente da UTI", pontua. A ideia fez sucesso nas redes e o desenvolvimento de Francisco passou a ser acompanhado mais de perto pelos amigos, familiares e até por desconhecidos encantados com sua história, que puderam, virtualmente, fazer parte de todas as peripécias preparadas por por Daniela para transformar a UTI em um local mais agradável.

Arquivo pessoal
Beto e Daniela, pais do Chico, não cansam de enchê-lo de mimos e muito carinho

A família descobriu que Francisco teria uma missão especial às 28 semanas de gestação, em uma consulta de rotina. Seu pai, o advogado Beto Bombini, 44 anos, relembra a frase do médico "Minha competência termina aqui", indicando um profissional em Campinas especializado no quadro clínico que Francisco apresentava. A viagem ocorreu no mesmo dia e, lá, receberam a notícia de que o pequeno Francisco necessitaria de cirurgia intrauterina para corrigir uma obstrução na uretra. A cirurgia aconteceu dois dias depois, em São Paulo, e após duas semanas, às 30 de gestação, ele resolveu desembarcar. Ele veio à luz muito próximo ao Dia de São Francisco de Assis, celebrado no último dia 4, de quem a mãe, Daniela, emprestou o nome e pediu a bênção para guiá-lo por toda a vida.

Um novo início

Segundo os médicos que cuidavam de Francisco, o parto foi necessário para cuidar dele aqui fora, como lembra Beto. "O Chico precisava de cuidados que não seriam possíveis dentro da barriga, por isso os médicos optaram por fazer, mesmo antes do esperado". A notícia da síndrome de down viria horas depois do parto, mas não foi problema para a família. A notícia foi recebida com muita naturalidade.

Cristina Guedes, irmã de Daniela, se emociona ao contar a forma como recebeu a notícia. "Estava tudo muito tenso, eu moro a quase 2 mil quilômetros de Bauru e fiquei esperando notícias. Naquela noite, recebi da Dani o texto mais lindo que já li na vida, dizendo que se as crianças especiais eram enviadas para famílias que tinham muito amor, então a dela transbordava amor", lembra a irmã, moradora de Ilhéus (BA) e que só conheceria o sobrinho uma semana depois, em um "bate-volta" de um dia para Bauru.

Daí em diante, a vida de Francisco foi "pura adrenalina", como define Daniela, que revezou com o marido, durante os seis meses que Francisco passou na UTI, os horários de visita da manhã e da tarde. Com rotina alterada, Daniela conta que o lema da UTI neonatal é viver "um dia de cada vez", mas que com Francisco essa regra não funcionava muito bem "lá na UTI, eles dizem que a gente precisa viver um dia de cada vez. Mas com o Chico era uma hora de cada vez, às vezes eu ia embora no almoço com ele bem e quando voltava no final da tarde já não estava mais tudo tão bem assim. Tudo isso foi ensinando a gente a lidar com a situação, a ter fé e a agradecer".

Nascendo um super-herói

Ele tinha 30 semanas quando resolveu sair do conforto e da proteção do ventre para desembarcar nesse mundo, bem antes do esperado para a maioria das gestações. E é assim mesmo que começam todas as sagas de super-heróis: um ser comum é chamado à missão especial hesita no primeiro momento, mas aceita a lida, que resulta em uma transformação, prêmio ou tesouro.

Não poderia ser diferente com o Super Chico, personagem bauruense atribuído ao pequeno Francisco Guedes Bombini bem antes dele entender qualquer coisa sobre narrativas de super-herói. A ideia foi da mãe, a advogada Daniela Guedes Bombini, 43 anos, quando o pequeno ainda era interno da UTI neonatal do hospital da Unimed, em Bauru, primeira paragem de sua missão e local no qual passou os primeiros seis meses de sua vida.

Francisco, acompanhado dos pais, também vestidos de "supermans" fez sucesso no Instagram da mãe, que recebeu e continua recebendo diversas manifestações de afeto. "A gente queria dar força para ele, mostrar que ele havia nascido em uma família de muito amor. Ele tinha que saber desde cedo tudo isso. Além de tentar manter o astral sempre alto, apesar de todo o ambiente da UTI", pontua. A ideia fez sucesso nas redes e o desenvolvimento de Francisco passou a ser acompanhado mais de perto pelos amigos, familiares e até por desconhecidos encantados com sua história, que puderam, virtualmente, fazer parte de todas as peripécias preparadas por por Daniela para transformar a UTI em um local mais agradável.

A família descobriu que Francisco teria uma missão especial às 28 semanas de gestação, em uma consulta de rotina. Seu pai, o advogado Beto Bombini, 44 anos, relembra a frase do médico "Minha competência termina aqui", indicando um profissional em Campinas especializado no quadro clínico que Francisco apresentava. A viagem ocorreu no mesmo dia e, lá, receberam a notícia de que o pequeno Francisco necessitaria de cirurgia intrauterina para corrigir uma obstrução na uretra. A cirurgia aconteceu dois dias depois, em São Paulo, e após duas semanas, às 30 de gestação, ele resolveu desembarcar. Ele veio à luz muito próximo ao Dia de São Francisco de Assis, celebrado no último dia 4, de quem a mãe, Daniela, emprestou o nome e pediu a bênção para guiá-lo por toda a vida.

Um novo início

Segundo os médicos que cuidavam de Francisco, o parto foi necessário para cuidar dele aqui fora, como lembra Beto. "O Chico precisava de cuidados que não seriam possíveis dentro da barriga, por isso os médicos optaram por fazer, mesmo antes do esperado". A notícia da síndrome de down viria horas depois do parto, mas não foi problema para a família. A notícia foi recebida com muita naturalidade.

Cristina Guedes, irmã de Daniela, se emociona ao contar a forma como recebeu a notícia. "Estava tudo muito tenso, eu moro a quase 2 mil quilômetros de Bauru e fiquei esperando notícias. Naquela noite, recebi da Dani o texto mais lindo que já li na vida, dizendo que se as crianças especiais eram enviadas para famílias que tinham muito amor, então a dela transbordava amor", lembra a irmã, moradora de Ilhéus (BA) e que só conheceria o sobrinho uma semana depois, em um "bate-volta" de um dia para Bauru.

Daí em diante, a vida de Francisco foi "pura adrenalina", como define Daniela, que revezou com o marido, durante os seis meses que Francisco passou na UTI, os horários de visita da manhã e da tarde. Com rotina alterada, Daniela conta que o lema da UTI neonatal é viver "um dia de cada vez", mas que com Francisco essa regra não funcionava muito bem "lá na UTI, eles dizem que a gente precisa viver um dia de cada vez. Mas com o Chico era uma hora de cada vez, às vezes eu ia embora no almoço com ele bem e quando voltava no final da tarde já não estava mais tudo tão bem assim. Tudo isso foi ensinando a gente a lidar com a situação, a ter fé e a agradecer".

 

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