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| Pelo menos nove crianças de Arealva alegam ter sido vítimas de algum tipo de abuso sexual |
A Polícia Civil de Arealva (41 quilômetros de Bauru) instaurou inquérito para apurar denúncia de estupro de vulnerável contra servidor público municipal da área da saúde. Pelo menos nove crianças, com idade entre 8 e 9 anos, alegam terem sido vítimas de algum tipo de abuso sexual no interior da escola de ensino fundamental onde ele trabalhava. A Prefeitura de Arealva informou que o funcionário está afastado de suas funções.
O delegado Elizeu de Freitas Costa revela que as investigações tiveram início a partir de um pedido feito pelo Ministério Público (MP) de Bauru. "Chegou até o Ministério Público uma denúncia de que o servidor, que tem 39 anos, estaria praticando abuso infantil", conta.
Segundo ele, o funcionário aproveitaria os momentos em que ficava sozinho com os alunos para acariciar suas partes íntimas. Pelo menos nove crianças - oito meninas e um menino - alegam terem sido abusadas sexualmente, mas apenas quatro foram ouvidas formalmente.
Os depoimentos foram acompanhados pelos pais dos estudantes e pelo Conselho Tutelar. "A versão delas é coerente", ressalta Costa. De acordo com ele, algumas crianças relataram que o suspeito chegou a colocar suas mãos sob as peças íntimas delas para fazer carícias.
Algumas delas também disseram ao delegado que teriam sido ameaçadas para não contar sobre os abusos para os pais. "Pelo que consta, isso estava acontecendo há meses", afirma. "E, em 2012, ele (suspeito) foi alvo de um inquérito da mesma natureza, que acabou arquivado".
BUSCAS
Nessa segunda-feira (9), policiais civis cumpriram mandado de busca na casa do servidor e apreenderam três celulares, uma CPU, um pendrive e DVDs. Todo o material será periciado. Até o mesmo dia, o funcionário não havia prestado depoimento e o caso seguia sob investigação.
O prefeito de Arealva, Elson Banuth Barreto (PSDB), informou que, assim que o município recebeu a denúncia sobre o suposto abuso sexual praticado pelo servidor, determinou seu afastamento da escola. "Foi informada a Promotoria e notificada a delegacia", declara.
Segundo ele, o funcionário passou a trabalhar apenas com adultos no PSF Central e, na semana passada, foi afastado de todas as funções públicas "até que seja apurada a veracidade dos fatos".
"Paralelamente, a gente está montando um processo administrativo que seguirá de forma sigilosa", esclarece. O prefeito ressalta que as crianças e famílias estão tendo apoio psicológico do município.
